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Advogado suspeito de estupro e cárcere privado tem histórico em morte ocorrida no mesmo motel

O advogado detido nesta segunda-feira, 16, é acusado de manter um jovem de 18 anos em cárcere privado dentro de um motel e de tentar forçar relações sexuais. Além desse caso, ele está envolvido em outro episódio grave: a morte de um homem ocorrida no mesmo local no ano passado.

O suspeito já estava monitorado por tornozeleira eletrônica. Levantamentos feitos pelo ContilNet indicam que seu nome aparece em investigação da Polícia Civil sobre a morte de David Weverton Matos Araújo, de 31 anos, em julho de 2025, no mesmo motel. Na ocasião, a vítima sofreu ferimentos no banheiro, saiu do quarto e caiu na calçada, sendo socorrida pelo Samu e levada ao Pronto-Socorro de Rio Branco. O caso foi devidamente apurado pelas autoridades.

Durante a abordagem, os agentes encontraram a porta principal do quarto aberta, mas a do banheiro trancada por dentro: Foto/Reprodução

A ocorrência desta segunda-feira será investigada pela Polícia Civil do Acre. Segundo o boletim de ocorrência, o 1º Batalhão foi acionado por volta das 8h17 por uma denúncia de assalto em andamento com reféns. Ao chegarem, os policiais verificaram que não havia movimentação suspeita, mas o gerente do motel informou que os ocupantes do apartamento nº 6 não atendiam às chamadas.

Durante a abordagem, os agentes encontraram a porta principal do quarto aberta, mas a do banheiro trancada por dentro. Após tentativas de diálogo sem sucesso, a equipe forçou a entrada devido ao risco à integridade das pessoas envolvidas. O advogado tentou bloquear o acesso, enquanto o jovem estava escondido atrás do box, chorando e visivelmente abalado.

A vítima relatou que conheceu o advogado por meio do aplicativo Grindr e que o encontro inicialmente tinha a intenção apenas de consumir bebidas. No entanto, ao chegar ao motel, o jovem afirmou ter sido coagido a manter relações sexuais e ter sofrido toques em suas partes íntimas contra a vontade. Ele tentou se refugiar no banheiro, mas foi seguido pelo suspeito, que o manteve trancado e o ameaçou de morte, alegando possuir grande influência na cidade.

O advogado apresentava sinais de embriaguez, falava de forma desconexa e possivelmente havia consumido substâncias psicoativas. Ele negou as agressões e afirmou que se trancou no quarto por medo de ser morto, confirmando que havia forjado a ligação de emergência relatando um assalto.

Durante a ação, foram apreendidos diversos pertences do suspeito, incluindo um iPhone 16, uma garrafa de uísque aberta, um relógio prateado e cartelas de medicamentos.

Diante da gravidade do caso e do desejo da vítima de representar criminalmente, o advogado foi algemado e conduzido à Delegacia Central de Flagrantes, onde permanecerá à disposição da Justiça para os procedimentos legais cabíveis.

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