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A NASA registrou imagens impressionantes de círculos misteriosos no deserto da Arábia Saudita que desafiam a lógica imediata dos observadores casuais. Além disso, os registros orbitais sugerem um passado climático muito diferente da aridez extrema que caracteriza a região na atualidade. Portanto, o debate sobre a origem geológica dessas estruturas ganha força entre especialistas e entusiastas da exploração espacial hoje.
O que a NASA encontrou na Arábia Saudita?
De acordo com o estudo realizado pela NASA, os satélites capturaram padrões geométricos claros e esbranquiçados em meio às dunas alaranjadas do deserto de Rub’ al Khali. Essas marcas circulares surgem como cicatrizes no terreno, revelando camadas de sedimentos que ficaram escondidas sob a areia por gerações.
A equipe de imagem da agência espacial utilizou sensores de alta resolução para mapear a área com precisão absoluta. Consequentemente, as fotos revelaram que essas formações não são aleatórias, mas sim o resultado de processos naturais complexos que ocorreram há milhares de anos na península arábica.
🛰️ Captura Orbital
Sensores de satélite detectam anomalias geométricas no deserto de Rub’ al Khali.
🔬 Análise Mineral
Cientistas identificam depósitos de carbonato de cálcio e restos de conchas antigas.
🌍 Veredito Final
Confirmação de que as formas são leitos secos de lagos de uma era úmida.
Como surgiram esses círculos misteriosos no deserto?
A explicação científica para esses círculos misteriosos no deserto reside em um fenômeno conhecido como paleolagos. Durante períodos em que a Terra apresentava um clima muito mais úmido, as chuvas intensas acumulavam água em depressões específicas entre as dunas gigantescas. Portanto, esses locais se transformavam em oásis temporários de vida.
Com a mudança gradual para o clima árido atual, a água evaporou totalmente e deixou para trás uma crosta mineral espessa. Assim, o calcário e os sedimentos endurecidos formaram os anéis que vemos hoje, resistindo à erosão do vento de forma mais eficaz que a areia solta ao redor. Confira os detalhes técnicos:
- Deposição Mineral: O acúmulo de carbonatos cria uma base sólida e clara no solo.
- Erosão Diferencial: O vento retira a areia macia mas preserva o leito endurecido do lago.
- Geometria Natural: A pressão das dunas circundantes molda o formato circular das poças.
- História Climática: Cada anel representa uma era de abundância hídrica na região.

Qual é a origem dos círculos misteriosos no deserto?
A verdadeira origem dos círculos misteriosos no deserto remonta ao período Holoceno, quando a Arábia Saudita não era um mar de areia, mas uma savana verdejante. Ademais, pesquisadores utilizam essas imagens para reconstruir o mapa de migração de animais e humanos primitivos que dependiam dessas fontes de água.
Embora a aparência simétrica possa sugerir intervenção artificial, os geólogos confirmam que a física dos fluidos e a gravidade são as únicas responsáveis. Contudo, a beleza dessas estruturas vistas do espaço continua a inspirar teorias e fascínio pelo desconhecido. A tabela abaixo resume as principais características:
| Atributo da Formação | Detalhes Observados |
|---|---|
| Composição Principal | Carbonato de cálcio e argila |
| Localização Geográfica | Deserto de Mundafan, Arábia Saudita |
| Diâmetro Médio | Entre 50 a 200 metros |
Existem outras formações similares pelo mundo?
Padrões circulares ocorrem em diversos ecossistemas ao redor do globo, apresentando causas variadas que intrigam a ciência. Além disso, os famosos círculos de fadas na Namíbia são exemplos de como a natureza organiza recursos escassos de forma geométrica para otimizar a sobrevivência da vegetação.
Na Austrália, formações parecidas também foram documentadas e associadas ao comportamento de cupins e à distribuição de umidade no subsolo. Dessa forma, os círculos sauditas se destacam pela sua escala massiva e pela ausência total de vida atual, servindo como um monumento geológico ao passado.
O que a ciência diz sobre o fenômeno?
Os especialistas afirmam que o estudo desses padrões é vital para prever o futuro das mudanças climáticas globais. Portanto, entender como um oásis fértil se transforma em um deserto absoluto ajuda a criar modelos de preservação ambiental mais eficientes para outras regiões ameaçadas.
A NASA continua a monitorar a área para detectar se novas camadas estão sendo expostas pela movimentação constante das dunas de areia. Assim, o deserto da Arábia Saudita permanece como um laboratório a céu aberto, onde cada imagem de satélite pode revelar um novo segredo sobre a história da Terra.
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