Vídeo mostra adolescente oferecendo cigarro eletrônico a criança de 2 anos

Um vídeo que circula nas redes sociais causou indignação e levou à atuação do Conselho Tutelar em Açailândia, no interior do Maranhão. As imagens mostram uma adolescente oferecendo um cigarro eletrônico à própria sobrinha, uma criança de apenas 2 anos, que chega a manusear o dispositivo e inalar a fumaça.

O registro foi feito pela própria jovem e publicado em seu perfil pessoal. No vídeo, a criança aparece em contato direto com o vape, cuja comercialização é proibida no Brasil por decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após tomar conhecimento das imagens na noite da última segunda-feira (5), o Conselho Tutelar iniciou imediatamente os procedimentos de apuração. Na manhã do dia seguinte, a família da criança foi localizada, notificada e atendida pelos conselheiros.

De acordo com o órgão, a adolescente recebeu orientações sobre os riscos envolvidos na situação e foi encaminhada à rede municipal de proteção e atendimento, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O objetivo é garantir acompanhamento e prevenir novos episódios que coloquem a criança em risco.

Os perigos do cigarro eletrônico

Especialistas alertam que o cigarro eletrônico contém substâncias altamente tóxicas, como nicotina em concentrações elevadas, metais pesados e compostos químicos associados a doenças respiratórias graves. Além de causar dependência rápida, o uso do dispositivo pode provocar danos severos à saúde física e mental, especialmente em crianças e adolescentes.

Apesar de proibidos no país desde 2009, os cigarros eletrônicos continuam sendo vendidos de forma clandestina em diversas regiões. Estudos indicam que, longe de ajudar a reduzir o tabagismo, esses dispositivos aumentam a chance de iniciação ao consumo de nicotina e elevam o risco de dependência futura.

Dados de pesquisas internacionais apontam que adolescentes que utilizam vape têm probabilidade muito maior de se tornarem fumantes de cigarro convencional, o que preocupa autoridades de saúde. No Brasil, o avanço do uso de cigarros eletrônicos tem revertido uma tendência histórica de queda no tabagismo entre os jovens.

O caso segue sob acompanhamento dos órgãos de proteção, enquanto autoridades reforçam o alerta sobre os perigos do cigarro eletrônico e a responsabilidade de adultos e adolescentes na proteção de crianças.

 

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