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Vídeo: médicas são presas após realizarem tortura contra boliviana

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Vídeo: médicas são presas após realizarem tortura contra boliviana

Vídeos divulgados nas redes sociais expôs um grave caso de violência contra uma mulher boliviana em Guajará-Mirim, município de Rondônia na fronteira com a Bolívia. As imagens mostram a vítima sendo torturada por duas médicas, que foram presas pela Polícia Federal no último domingo (18).

As suspeitas são investigadas pelos crimes de tortura, sequestro e cárcere privado. A prisão ocorreu após determinação da 1ª Vara de Garantias de Porto Velho, que havia decretado a prisão preventiva das investigadas.

Nas filmagens uma das médicas aparece cortando à força o cabelo da vítima, que está sentada e visivelmente abalada. Em outro momento, a segunda suspeita faz um comentário que sugere motivação passional para o crime, ao dizer: “será que ele vai querer ela assim”, indicando possível ciúme envolvendo o companheiro de uma das investigadas.

As imagens provocaram forte repercussão e indignação nas redes sociais.


Vítima foi atraída da Bolívia

Segundo as investigações, a mulher foi enganada e levada da Bolívia para o Brasil. Já em território brasileiro, ela teria sido dopada e conduzida a um local isolado, onde sofreu agressões físicas, teve o cabelo cortado à força e foi submetida a intenso sofrimento psicológico.

Os crimes teriam ocorrido na presença do filho menor da vítima, o que agrava ainda mais a situação, de acordo com a Polícia Federal.

Durante as diligências, a PF localizou um imóvel apontado como o local onde a vítima foi mantida em cárcere privado. No local, foram encontradas mechas de cabelo compatíveis com as da mulher boliviana, além de objetos que podem ter sido utilizados nas agressões. Todo o material foi apreendido e será submetido à perícia.

Prisão e versão da defesa

As prisões são um desdobramento da Operação Bisturi, deflagrada no dia 14 de janeiro, quando mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Na ocasião, as suspeitas não foram encontradas e chegaram a ser consideradas foragidas, com indícios de que teriam fugido para a Bolívia.

A defesa das médicas, no entanto, nega a fuga. Em nota, o advogado afirmou que as investigadas se apresentaram voluntariamente após tomarem conhecimento da decisão judicial e que a apresentação foi negociada para ocorrer de forma segura.

Investigações continuam

A Operação Bisturi foi autorizada após a identificação de indícios da participação de ao menos três mulheres nos atos de violência. As investigações seguem em andamento para esclarecer completamente o caso e identificar outros possíveis envolvidos.

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