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Vice-prefeito Andinho explica por que Carnaval 2026 foi cancelado em Mâncio Lim

O cancelamento do Carnaval 2026 em Mâncio Lima, no interior do Acre, voltou a repercutir após declarações do vice-prefeito Andisson Lima, conhecido como Andinho.

Em vídeo compartilhado em grupos de WhatsApp, o gestor esclareceu a relação da família com a empresa responsável pela reforma da Alameda das Águas, destacando que não há ligação direta dele com o CNPJ: “Primeiro lugar, quero dizer para o povo de Mâncio Lima que a empresa é da minha esposa, não é minha. O cara que fez a matéria tá desinformado, não é no meu CPF”.

Foto/Reprodução

A prefeitura justificou a suspensão da festa apontando atrasos na obra do Porto, mas Andinho contestou que a demora fosse culpa da empresa. Ele atribuiu o atraso à inadimplência do órgão contratante: “Então a empresa não é obrigada a fazer obra sem receber o pagamento. O órgão responsável tem 30 dias para pagar a primeira medição após a data que foi entregue a medição, e foi receber com mais de 60 dias a primeira medição”.

O Governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), em nota ao ContilNet, afirmou que “não há qualquer pendência contratual relacionada à obra da Alameda das Águas” e destacou que havia a “expectativa técnica de que a obra estivesse 100% concluída antes do período do Carnaval”. A Seop ainda ressaltou que não possui competência sobre a realização do evento, que é responsabilidade da Prefeitura Municipal.

A prefeitura justificou a suspensão da festa apontando atrasos na obra do Porto, mas Andinho contestou que a demora fosse culpa da empresa: Foto/Reprodução

Sobre os trabalhos em andamento, Andinho também citou as chuvas intensas como obstáculo: “Nós estamos no período que está chovendo muito. Não tem como trabalhar numa obra que é no descoberto, não tem cobertura no tempo que está chovendo desse jeito”.

Quanto ao local para a festa, o vice-prefeito afirmou que o estádio Totão já possui estrutura adequada, incluindo um palco que reduziria os gastos da prefeitura em cerca de R$ 30 mil. Segundo ele, a decisão de cancelar o Carnaval foi política e financeira, tomada junto com o prefeito Zé Luiz:

“Então o carnaval não vai acontecer em Mâncio Lima por uma decisão do prefeito. Eu e os secretário, todo mundo sentou e decidiu que não ia ter o carnaval porque a prefeitura não tem condição de bancar duas festa em seguida uma da outra. Essa é a verdade”.

Andinho reforçou que a ausência da festividade não está ligada à obra da Alameda das Águas: “Então não venha querer dizer agora que não tem espaço e que é por causa da obra, que não é. […] O carnaval não vai acontecer não é por falta de espaço, é por falta de querer fazer o carnaval”.

O ContilNet consultou o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre possível irregularidade envolvendo a empresa da esposa do vice-prefeito. A assessoria informou que a demanda será avaliada e que o posicionamento será divulgado em breve.

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