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Veja as últimas imagens de corretora de imóveis antes de morrer

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Veja as últimas imagens de corretora de imóveis antes de morrer

Imagens mostram os últimos momentos da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, antes de ser morta. Seu corpo foi localizado em uma região de mata em Caldas Novas (GO), mais de um mês após o seu desaparecimento.

O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos preventivamente sob investigação pelo crime de homicídio. Além deles, o porteiro do edifício foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos fundamentais para a elucidação do caso.

O último contato: o vídeo enviado à amiga

Um dos registros finais de Daiane foi feito por ela mesma dentro do elevador do prédio. No vídeo, ela relatava que descia ao subsolo para verificar uma queda de energia no quadro de luz do condomínio, um problema que, segundo familiares, era recorrente. Ela enviou as imagens para uma amiga pessoal via aplicativo de mensagens.

Em entrevista ao programa Alô Você, essa amiga detalhou o último diálogo que teve com a corretora:

“Nós montamos um grupo para reunir os amigos no final do ano. Ela saiu do grupo e eu perguntei o motivo. Ela me disse: ‘Amiga, não vou ter tempo para responder lá porque voltaram os cortes de energia. Vou ter que resolver essa situação e, dependendo, vou ter que chamar a polícia’. No dia 17, por volta das 18h56, ela me enviou o primeiro vídeo, e às 18h59, o segundo. Eu respondi perguntando o que estava acontecendo, mas ela nunca mais visualizou”, relatou a amiga.

Histórico de sabotagem e conflitos judiciais

As investigações apontam que a relação entre Daiane e a administração do condomínio era extremamente conturbada. A amiga da vítima afirmou que Daiane se queixava de cortes seletivos de energia, água e internet sempre que recebia hóspedes em seus apartamentos, o que ela interpretava como uma tentativa de “sabotagem” ao seu trabalho de corretagem.

 Gravações do circuito interno mostram discussões acirradas. Em uma delas, Daiane chega a acusar o síndico de agressão física.

 Em outubro de 2025, uma assembleia de condomínio chegou a votar pela expulsão da corretora, dando-lhe um prazo de apenas 12 horas para desocupar o imóvel. A decisão, no entanto, foi cancelada judicialmente pouco tempo depois.

O “vídeo perdido” e a prevenção como hábito

A mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, explicou que o hábito da filha de filmar as idas ao quadro de energia era uma estratégia de defesa. “Era normal a gente passar por esse tipo de problema, então a gente já se prevenia gravando o que estivesse acontecendo”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, existe um segundo vídeo gravado por Daiane no momento em que ela sai do elevador no subsolo. Diferente dos primeiros, esse registro não chegou a ser enviado para ninguém. Após esse momento, a corretora desapareceu misteriosamente, sendo encontrada apenas 40 dias depois.

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