A Polícia Civil do Rio de Janeiro concluiu o inquérito que apurava um episódio de racismo ocorrido em Ipanema, na Zona Sul da capital, e indiciou a turista argentina Agostina Páez pelos crimes de racismo e injúria preconceituosa racial. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (23) e o relatório final já foi encaminhado ao Ministério Público do Rio, que agora avaliará se apresenta denúncia à Justiça ou se solicita o arquivamento do caso.
O episódio aconteceu no último dia 14, quando Agostina foi registrada em vídeo fazendo gestos e sons associados a macacos em direção a funcionários de um bar. As imagens circularam nas redes sociais e serviram como uma das principais provas da investigação.
Turista estrangeiro é mantido em cárcere privado após encontro por aplicativo
Segundo a Polícia Civil, a materialidade e a autoria dos crimes ficaram evidentes a partir da combinação de depoimentos de testemunhas e dos registros audiovisuais, que, de acordo com o relatório, demonstram um claro contexto de ofensa moral com motivação racista.
“As imagens, em relação ao ocorrido em via pública, são claras. Ao ir embora do local, com suas amigas, Agostina exibiu o dedo do meio para os funcionários do bar e, em seguida, iniciou gestos e ruídos simulando um macaco, gritando ainda a palavra “monos”, claramente em direção aos ofendidos”, diz trecho do documento.
Agostina Páez é filmada fazendo gesto racista
A turista argentina Agostina Páez, de 29 anos, passou a ser investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após ser flagrada em vídeo fazendo gestos associados a macacos, considerados de cunho racista, contra um funcionário do Barzin Ipanema, localizado na Rua Vinícius de Moraes, na Zona Sul da capital fluminense. As imagens circularam amplamente nas redes sociais na última semana e deram início à apuração policial.
Influenciadora digital e advogada, Agostina afirmou em depoimento que não tinha conhecimento de que o gesto poderia ser enquadrado como crime no Brasil e alegou que se tratava de uma brincadeira voltada às amigas que a acompanhavam na ocasião.
Turista e amigas pagam conta e deixam o local
No decorrer das investigações, as autoridades apreenderam o passaporte da estrangeira. Já na quarta-feira, a Justiça determinou o uso de tornozeleira eletrônica e proibiu que ela deixe o país até a conclusão do processo. A defesa da argentina considerou as medidas desproporcionais.
Segundo relato de uma das vítimas à polícia, o episódio ocorreu por volta das 5h50, após um desentendimento relacionado ao valor da conta consumida no estabelecimento. Enquanto o gerente tentava contornar a situação, Agostina teria se aproximado do atendente, apontado o dedo e proferido ofensas de cunho racial, incluindo expressões pejorativas direcionadas à cor da pele do funcionário.
Após ser alertada de que cometia um crime, o trabalhador acionou a Polícia Militar pelo telefone 190. Na sequência, a turista e duas amigas, também argentinas, efetuaram o pagamento e deixaram o local.
Funcionário detalha regras de cobrança do bar
O funcionário explicou à polícia que, para acessar a festa promovida pelo estabelecimento, todo cliente precisa pagar o valor da entrada antecipadamente, sendo disponibilizada uma pulseira individual com QR-Code, para contabilizar o consumo, a ser cobrado no final, exceto se o cliente desejar adquirir um “combo”, que deve se quitado também de forma antecipada, “devido ao alto valor”, disse.
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