O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lança oficialmente nesta quinta-feira (22) o programa batizado de “Conselho da Paz”, durante cerimônia no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

Trump/ Foto: Reprodução
Segundo veículos da imprensa internacional, 35 países confirmaram participação no novo órgão, de um total de mais de 50 convites enviados pela Casa Branca.
Apesar da adesão inicial, o governo norte-americano ainda não recebeu confirmação de nomes considerados estratégicos, como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o líder da China, Xi Jinping.
Durante o anúncio, Trump afirmou que o projeto vinha sendo articulado há meses.
“Este é um dia muito emocionante, que levou muito tempo para ser concretizado. Muitos países acabaram de receber o aviso e todos querem participar. Trabalharemos com muitos outros, incluindo as Nações Unidas”, declarou o presidente.
Convites a líderes mundiais
Cerca de 60 lideranças internacionais foram convidadas a integrar o conselho, criado com o objetivo de supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza. Entre os convidados está o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, que até o momento não respondeu oficialmente ao convite.
Nem todos os nomes foram divulgados, mas a lista inclui aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Jordânia, Catar e Egito, além de membros da OTAN, como Turquia e Hungria.
Estrutura e poderes do Conselho
De acordo com o estatuto do Conselho da Paz, obtido pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo, além de amplos poderes administrativos.
O documento prevê ainda que países interessados em obter um assento permanente no conselho deverão pagar US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões). Os recursos arrecadados ficarão sob administração direta do presidente dos Estados Unidos.
O que é o Conselho da Paz?
Originalmente concebido para ajudar a encerrar o conflito na Faixa de Gaza, o Conselho da Paz terá caráter consultivo. A função principal será assessorar o comitê responsável pela administração provisória do território, que iniciou suas atividades neste mês, no Cairo, sob liderança do ex-vice-ministro palestino Ali Shaath e de outros 14 integrantes.
Apesar disso, setores da comunidade internacional manifestam preocupação de que o novo órgão se transforme em uma espécie de “ONU paralela”, enfraquecendo o papel da Organização das Nações Unidas nas negociações e na mediação de conflitos globais.