O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (2) que o país poderá intervir diretamente no Irã caso o governo iraniano reprima de forma violenta os protestos populares que vêm ocorrendo em diversas regiões do país. As manifestações são motivadas pela grave crise econômica enfrentada pela população.
Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que uma eventual morte de manifestantes pacíficos por forças de segurança iranianas provocaria uma reação imediata de Washington. Segundo ele, os Estados Unidos estariam preparados para agir diante do que classificou como práticas recorrentes do regime iraniano contra opositores.
Tensão interna
Nos últimos dias, dezenas de pessoas foram às ruas em várias províncias do Irã. Alguns atos terminaram em confrontos com a polícia, aumentando a tensão interna e chamando a atenção da comunidade internacional. Até o momento, não há confirmação oficial de mortes relacionadas aos protestos, mas o clima segue instável.
A resposta de Teerã veio rapidamente. Autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos de interferência em assuntos internos e alertaram para as consequências de qualquer ação externa. O chefe da segurança nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou nas redes sociais que uma intervenção americana poderia provocar instabilidade em toda a região e prejudicar diretamente os interesses dos EUA no Oriente Médio.
Na mesma linha, Ali Shamkhani, conselheiro próximo do líder supremo Ali Khamenei, reforçou que a segurança nacional iraniana é considerada um limite intransponível. Ele alertou que qualquer movimento que ameace esse princípio será respondido de forma dura, ampliando o risco de um confronto regional.
As declarações elevam o tom entre Washington e Teerã em um momento de crescente tensão política e social no Irã, reacendendo temores de uma escalada diplomática e militar no Oriente Médio.
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