Tragédia familiar: homem mata irmão e morre espancado após crime

Uma ocorrência de extrema violência chocou os moradores do Sítio Falcão, localizado na Zona Rural de Dormentes, em Pernambuco na última terça-feira (13). O que começou como um desentendimento familiar culminou no assassinato de José Nilson Neto, de 49 anos, e na morte subsequente de seu irmão, José Nilton Neto, de 42 anos, apontado como o autor do crime inicial.

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Como tudo aconteceu

De acordo com os registros da Polícia Civil de Pernambuco, José Nilson foi atacado com golpes de foice e pauladas dentro de um sítio. Após o ato, o suspeito, José Nilton, fugiu do local, mas foi interceptado por populares da região.

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A Polícia Militar informou que localizou o agressor caído em uma estrada de terra, apresentando graves hematomas no corpo e na região da cabeça, sinais claros de que ele foi alvo de agressões físicas praticadas por moradores.

Socorrido em estado crítico, José Nilton foi encaminhado ao Hospital Nossa Senhora da Paz, em Dormentes. Devido à gravidade das lesões, foi solicitada a sua transferência para o Hospital Universitário de Petrolina, porém ele não resistiu aos ferimentos e faleceu durante o trajeto entre as unidades hospitalares.

Os corpos de ambos os irmãos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Petrolina para a realização dos exames necroscópicos.

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Histórico do agressor

Em entrevista para imprensa local, Maria Nilda Neto, irmã das vítimas, relatou que a família recebeu a notícia por um vizinho. Segundo ela, o próprio José Nilton teria confessado o crime ao procurar auxílio após o ocorrido.

Eles tavam os dois na casa. Aí o José Nilton matou José Nilson. Aí ele [José Nilton] disse que quando ele chegou na casa de um vizinho, chegou com o facão na mão dizendo que tinha matado [o irmão]. Aí o vizinho foi lá confirmar. Quando chegou lá era verdade. Ele estava morto. Aí, o vizinho veio até a cidade de Dormentes, na casa da minha irmã mais velha, para avisar“, declarou a irmã.

A irmã revelou que José Nilton sofria de transtornos mentais severos e fazia uso de medicação controlada. Além disso, ele possuía um histórico criminal complexo, tendo cumprido 11 anos de reclusão por um homicídio cometido anteriormente, também durante um surto psicótico.

Uma vez ele surtou e ia matar minha mãe. Como chegou outro homem lá, ele foi e matou esse outro homem, de Dormentes. No presídio, a polícia levou ele pra Recife, ele ficou internado muito tempo, a gente nem sabia que ele tava mais vivo. Depois ele chegou de volta aqui no presídio em Petrolina, foi liberado, aí ele estava assinando em Afrânio todo mês. Ele ia assinar até 2027 pra ficar livre, aí ele morreu“, detalhou Maria Nilda.

Perda dupla

A Polícia Civil de Pernambuco já instaurou um inquérito policial para apurar as circunstâncias exatas das duas mortes e identificar os responsáveis pelas agressões contra José Nilton. A família, que estava em processo de organizar a documentação para a aposentadoria por invalidez de José Nilton, agora lida com a perda dupla.

Minha irmã estava cuidando dos papéis para aposentar ele. Ele tinha problema, tomava remédio controlado. Nós estamos muito triste, mas não se pode fazer nada, porque o que matou morreu também. Aí, só Deus para conformar nós e ajudar nós”, desabafou a irmã.

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