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Toffoli passou 168 dias no Tayayá; segurança custou meio milhão ao país

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou pelo menos 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), desde dezembro de 2022. Ao todo, é como se ele passasse um de cada sete dias na propriedade. As diárias dos seguranças do ministro nessas viagens consumiram R$ 548,9 mil dos cofres públicos.

Como mostrou a coluna, funcionários do estabelecimento dizem que Toffoli é o verdadeiro dono do Resort Tayayá até hoje.

Essa alegação dos funcionários condiz com o padrão de viagens de Toffoli: ele foi ao Tayayá sete vezes desde que o resort foi vendido ao advogado Paulo Humberto Barbosa, em abril de 2025. Nessas sete viagens, passou 58 dias no local.

Como mostrou a coluna, Barbosa é sócio de dirigentes da J&F, a gigante frigorífica dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

As informações sobre as idas de Toffoli ao Tayayá podem ser inferidas a partir de dados das diárias de segurança pagas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, de São Paulo. Embora Ribeirão Claro fique no Paraná, o TRT-2 costuma enviar equipes de segurança para escoltar Toffoli quando ele está no Tayayá.

A descrição das diárias no site do TRT-2 não deixa dúvida sobre o propósito dos deslocamentos dos seguranças. “Prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do Supremo Tribunal Federal, na cidade de Ribeirão Claro”, diz uma dessas notas.

Em geral, o TRT-2 costuma mandar quatro ou cinco agentes para fazer a segurança de Toffoli no Tayayá. Quando a estada se estende por mais de cinco dias, as turmas de agentes são substituídas.

No fim de 2025, Toffoli fechou todo o resort para uma festa que teve a presença de grupo de samba e do jogador Ronaldo Fenômeno.

A reportagem do Metrópoles procurou o TRT-2 para comentários, mas não houve resposta até o momento.

Cassino, lancha e casa privativa para Toffoli

Como mostrou a coluna, a relação de Dias Toffoli com o Tayayá é notória. Em Ribeirão Claro, o Tayayá é conhecido como “resort do Toffoli”.to

No local, Toffoli mantém uma embarcação, que fica ancorada no píer do resort. Também possui uma casa de uso exclusivo em uma área chamada “Ecoview”, destinada a hóspedes de alto padrão.

Entre as atrações para os hóspedes, o Tayayá oferece um pequeno cassino, com máquinas caça-níqueis e mesas em que é possível jogar blackjack, um jogo de azar com cartas.

As máquinas caça-níqueis são chamadas no Paraná de “vídeo loteria” e são legalizadas. No entanto, os aparelhos são indistinguíveis das caça-níqueis tradicionais. Além disso, o blackjack e outros jogos de azar valendo dinheiro são proibidos no Brasil.

O ambiente tem iluminação artificial, carpetes e luzes de neon, reproduzindo a estética de casas de apostas no exterior.

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