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Testemunha relata tensão em hospital no dia em que vítimas dos técnicos de enfermagem morreram

Testemunha relata tensão em hospital no dia em que vítimas dos técnicos de enfermagem morreram

A investigação sobre a morte de pacientes em um hospital do Distrito Federal avançou na terça-feira (20) após a perícia conseguir acessar os celulares dos três técnicos de enfermagem presos sob suspeita de aplicar substâncias letais em pacientes internados. O material apreendido será analisado em busca de mensagens, registros e outros dados que possam esclarecer a motivação do crime e a eventual participação de outras pessoas.

Paralelamente, equipes policiais passaram a visitar hospitais onde os suspeitos trabalharam anteriormente para verificar se há indícios de que a prática tenha sido repetida em outras unidades de saúde.

Suspeitos permanecem presos

Estão presos Amanda Rodrigues de Sousa (28), Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo (24), e Marcela Camilly Alves da Silva (22). Até o momento, a polícia confirmou três vítimas: João Clemente Pereira (63); Miranilde Pereira da Silva (75); e Marcos Raymundo Fernandes Moreira (33).

Miranilde Pereira da Silva (75), João Clemente Pereira (63) e Marcos Raymundo Fernandes Moreira (33). (Foto: reprodução)

Segundo a apuração, após a aplicação do medicamento, Marcos Vinícius iniciava manobras de massagem cardíaca nas vítimas. Inicialmente, ele negou qualquer envolvimento, mas acabou sendo confrontado com imagens registradas por câmeras de segurança do hospital.

Auditoria interna levou ao acionamento da polícia

A diretora da unidade hospitalar passou a desconfiar dos casos após identificar um padrão semelhante na evolução clínica dos pacientes. Diante das suspeitas, foi realizada uma auditoria interna, que resultou no acionamento das autoridades policiais.

O que chamou a atenção da equipe administrativa foi o fato de os pacientes apresentarem quadros graves, mas com evolução clínica semelhante até a parada cardiorrespiratória.

Testemunha descreve cenário de caos na UTI

Uma testemunha não identificada relatou em entrevista à TV Record que as três vítimas deram entrada no hospital conscientes e caminhando. Segundo ela, o que causou estranhamento foi o curto intervalo de tempo entre as paradas cardiorrespiratórias.

De acordo com o relato, a Unidade de Terapia Intensiva viveu momentos de grande tensão no dia dos casos, com uma sequência incomum de emergências em um curto período. A Polícia Civil segue investigando o caso e não descarta a existência de novas vítimas.

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