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Técnica de enfermagem sentia prazer ao matar pacientes em UTI, afirma investigação

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Técnica de enfermagem sentia prazer ao matar pacientes em UTI, afirma investigação

A técnica de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, acusada de envolvimento na morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), demonstrava comportamento compatível com prazer ao presenciar os crimes, segundo aponta o inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

De acordo com as investigações, Marcela é apontada como comparsa do também técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa, de 24 anos, considerado o principal suspeito.

Conforme o inquérito policial, Marcela teria sido treinada por Marcos para auxiliar na prática criminosa. Ela era responsável por manusear a substância letal e permanecia ao lado do colega enquanto os pacientes entravam em óbito.

A Polícia Civil afirma que a atuação da dupla não foi acidental, mas sim deliberada, com divisão de tarefas e repetição do método.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o inquérito detalha uma sequência de ações que resultaram na morte de ao menos três pacientes dentro da UTI do hospital.

Os documentos da PCDF indicam que uma substância letal era aplicada diretamente na corrente sanguínea das vítimas, o que provocava a morte em curto espaço de tempo.

Detalhes técnicos do inquérito

A peça acusatória descreve com precisão a conduta de Marcos Vinícius no momento do crime.

“Para consumar seu intento homicida, Marcos Vinicius pega um recipiente contendo o desinfetante da marca Genrio, coloca o conteúdo num copo e o aspira em diversas seringas. Ato contínuo, aplica de 10 a 13 seringas contendo o desinfetante na veia da paciente. Desta feita, a vítima sofre nova parada cardíaca e morre”, narra o inquérito policial.

Ainda no relatório das autoridades aponta ainda a conivência de outros profissionais durante o ato. A técnica de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, presenciou a aplicação da substância na professora aposentada sem esboçar qualquer tentativa de interrupção ou auxílio à vítima. O documento policial sugere que a jovem demonstrava satisfação ao observar o ocorrido no leito hospitalar.

Outras vítimas identificadas

A investigação conduzida pela PCDF revelou que Miranilde não foi o único alvo do grupo no mesmo período. No próprio dia 17 de novembro, João Clemente Pereira, de 63 anos, também foi submetido à aplicação de substância nociva. Embora tenha resistido a um primeiro colapso cardíaco, o paciente faleceu após uma nova intervenção do técnico de enfermagem, que retornou ao hospital após o encerramento de seu expediente para concluir a ação.

A denúncia apresentada pela Polícia Civil destaca a frieza do executor perante o sofrimento alheio.

“Chama atenção, neste caso, o comportamento do autor, que agiu e ficou observando a vítima morrer depois do seu horário de trabalho”, diz a denúncia.

Uma terceira vítima, o carteiro Marcos Moreira, de 33 anos, veio a óbito no dia 1º de dezembro após receber uma única dose da mesma substância. Neste último caso, houve a colaboração direta de Marcela Camilly na retirada do material na farmácia da unidade.

Prisões decretadas

Até o momento, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Marcela Camilly Alves da Silva e Amanda Rodrigues de Sousa foram detidos sob a acusação de homicídio qualificado. Segundo apuração do Metrópoles, uma quarta técnica de enfermagem também figura como ré no processo pelo mesmo crime, embora responda em liberdade. Os óbitos ocorreram de forma concentrada entre a segunda quinzena de novembro e o início de dezembro de 2025.

Assista o vídeo:

Durante os interrogatórios, os acusados inicialmente alegaram que cumpriam prescrições médicas rigorosas. Entretanto, diante das evidências apresentadas pelos investigadores, a postura dos suspeitos mudou para uma confissão parcial, marcada pela ausência de remorso.

O delegado responsável pelo caso pontuou que os envolvidos não apresentaram justificativa ou motivação para a prática dos crimes dentro do ambiente de tratamento intensivo.

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