Suspeitos de matar Cão Orelha já estão no Brasil; saiba o que acontece agora

Os adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), já estão no Brasil. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (29), que informou que os jovens haviam deixado o país após o episódio, em uma viagem previamente programada aos Estados Unidos.

De acordo com a investigação, dois dos adolescentes retornaram ao Brasil após anteciparem o voo de volta. A movimentação foi identificada com o apoio de monitoramento realizado em conjunto com a Polícia Federal. Com isso, a polícia cumpriu dois mandados de busca e apreensão e recolheu os celulares dos investigados, que foram intimados a prestar depoimento.

Ao todo, quatro adolescentes são apontados como autores das agressões contra Orelha, ocorridas na Praia Brava, uma das áreas mais nobres da capital catarinense. Os outros dois jovens já haviam sido alvo de uma operação policial realizada na última segunda-feira (26). Por força do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes, idades e endereços dos suspeitos não foram divulgados.

Ato infracional

O caso é apurado por meio de um auto de apuração de ato infracional instaurado pela Delegacia de Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei da Capital (DEACLE). Ainda não há data definida para a oitiva dos envolvidos.

Além dos adolescentes, três adultos, dois pais e um tio dos investigados, foram indiciados sob suspeita de coagir uma testemunha durante a investigação. Segundo a Polícia Civil, a vítima seria o vigilante de um condomínio, que teria em posse uma fotografia considerada relevante para o esclarecimento do crime.

A polícia também solicitou a elaboração do laudo de corpo de delito do cão Orelha, que deve ajudar a esclarecer as circunstâncias exatas da morte. O animal foi agredido no dia 4 de janeiro e encontrado ferido e agonizando por frequentadores da praia. Ele foi levado a uma clínica veterinária, mas, diante da gravidade dos ferimentos, passou por eutanásia no dia seguinte.

Saiba o que aconteceu com Orelha

Exames periciais apontaram que Orelha foi atingido na cabeça com um objeto contundente, sem ponta ou lâmina, que não foi localizado. A investigação ainda apura uma possível tentativa de afogamento de outro cão comunitário, chamado Caramelo, na mesma praia. Imagens e relatos indicam que o animal teria sido jogado no mar pelos mesmos adolescentes.

Com o retorno dos suspeitos ao país, a Polícia Civil deve avançar nas oitivas, análise dos materiais apreendidos e na conclusão dos laudos, etapas consideradas fundamentais para o andamento do caso e definição das responsabilidades.

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