Suspeito de matar pacientes na UTI confessa crimes sem demonstrar arrependimento
Bacci Notícias
Suspeito de matar pacientes na UTI confessa crimes sem demonstrar arrependimento
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a morte de três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), atribuídas à atuação criminosa de um técnico de enfermagem. Segundo os investigadores, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo agiu de forma planejada, sem demonstrar arrependimento, e confessou os crimes somente após ser confrontado com imagens das câmeras de segurança da unidade hospitalar.
Enfermagem da morte: técnicos aplicavam até desinfetante para matar pacientes
De acordo com a polícia, as vítimas receberam substâncias tóxicas diretamente na veia. Em um dos casos, a paciente teria sido submetida a pelo menos dez aplicações de desinfetante.
As mortes ocorreram enquanto os pacientes estavam sob cuidados intensivos.
As vítimas foram identificadas como João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Moreira, de 33, e Miranilde Pereira da Silva, de 75. Todos estavam internados na UTI
Investigação e perfil dos suspeitos
De acordo com as investigações, Marcos se apresenta nas redes sociais como casado e frequentador da igreja Congregação Cristã no Brasil. Ele atuava há pelo menos cinco anos como técnico de enfermagem e trabalhou por cerca de um ano no Hospital Anchieta. Estudante de fisioterapia, Marcos passou a atuar na UTI neonatal de outro hospital particular após ser demitido da unidade onde surgiram as primeiras suspeitas, apontadas pela Comissão de Óbitos.
Já Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 trabalhava em um setor diferente do hospital, mas mantinha uma amizade antiga com Marcos. Em seu perfil nas redes sociais, ela se define como mãe, cristã, intensivista e instrumentadora cirúrgica.
Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, por sua vez, havia sido recentemente contratada e recebia orientações de Marcos sobre a rotina do setor. Em 2022, ela chegou a ser aprovada em uma das etapas do processo seletivo de jovem aprendiz do Hospital da Criança de Brasília.
Indiciamento e próximos passos
Os três suspeitos serão indiciados por homicídio doloso qualificado, cometido por meio insidioso, crime cuja pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão. Marcos deve responder pelos três casos investigados, enquanto Amanda e Marcela serão indiciadas por coautoria em dois deles, já que não estariam presentes em uma das ocorrências.
A apuração é conduzida pela Coordenação de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), que também analisa outros 20 atestados de óbito para apurar se o grupo pode estar envolvido em novas mortes.
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