A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta terça-feira (13) a reconstituição do caso que apura a morte de Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, que caiu do 10º andar de um prédio na Vila Andrade, zona sul da capital paulista.
O principal suspeito é o companheiro da vítima, Alex Leandro Bispo dos Santos, que foi preso após a investigação indicar a possibilidade de que ele tenha empurrado a mulher. Segundo o advogado de defesa, o suspeito participa da simulação e estaria colaborando com a polícia.
“Ele vai participar ativamente, à luz da versão dele dessa reprodução”, afirmou o defensor.
Agressões registradas por câmeras
Maria Katiane foi encontrada morta no dia 29 de novembro, no estacionamento do edifício onde morava. Minutos antes da queda, câmeras de segurança do elevador registraram cenas de violência. As imagens mostram Alex Leandro desferindo ao menos um soco na vítima, além de agarrá-la pelo pescoço e arrastá-la para fora do elevador.
Cerca de um minuto depois, o homem aparece retornando sozinho ao elevador, colocando as mãos na cabeça e se sentando, em um gesto interpretado como desespero. Após a queda, ele vai até o estacionamento, se inclina sobre o corpo da companheira e aparenta tentar reanimá-la.
Versão do suspeito
Em interrogatório prestado no dia 5 de janeiro, Alex Leandro afirmou que mantinha uma relação “saudável e tranquila” com Maria Katiane, apesar de ela apresentar, segundo ele, um quadro depressivo.
O suspeito relatou que, na noite da tragédia, o casal esteve no camarote da balada Le Club, onde consumiram champanhe, tequila e cerveja. Ao chegarem ao apartamento, por volta das 4h da manhã, teria ocorrido uma discussão após ele mencionar que pretendia visitar o filho.
Sobre as agressões flagradas pelas câmeras, Alex afirmou que Maria Katiane teria descido duas vezes até a garagem e que, em uma dessas ocasiões, ele teria “perdido a cabeça”. Em novo interrogatório, confessou ter “dado uns tapas” na mulher para que ela retornasse ao apartamento.
Porta arrombada e imagens apreendidas
A polícia também investiga a porta do banheiro do apartamento, encontrada destruída. O suspeito alegou que a mulher teria ficado presa no local, o que o teria levado a arrombar a porta. No imóvel, foi encontrada ainda uma taça de vidro com líquido semelhante a vinho dentro da pia.
Em documento encaminhado à Polícia Civil, a defesa de Alex Leandro classificou o ocorrido como uma fatalidade isolada e destacou a importância da análise do cartão de memória original dos equipamentos que registraram as imagens.
A polícia informou que já está de posse dos vídeos de segurança do apartamento, entregues pelo próprio suspeito. A reconstituição deve auxiliar na definição da dinâmica da queda e no esclarecimento das circunstâncias da morte.
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