O Estado de São Paulo registrou queda em vários dos principais índices criminais ao longo de 2025, segundo dados levantados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), e divulgados nesta sexta-feira (30), em comparação com os dados registrados no ano anterior.
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Vários delitos registraram recorde positivo em comparação com os registros datados desde 2001, quando se iniciou a série histórica. Entre eles, infrações como roubo, roubo de veículo, roubo de carga, latrocínio e homicídio doloso.
“São números que nos orgulham, porque a nossa polícia trabalha 24 horas por dia para proteger os cidadãos. O nosso trabalho vai continuar, com inteligência, tecnologia, ações estratégicas e atuação integrada, para que o criminoso entenda que, em São Paulo, não terá vez”, comenta o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Queda em casos de roubo
A diminuição dos casos de roubo foi um dos grandes destaques do levantamento, com 157.838 registros no estado durante 2025, 16,46% inferior quando em comparação com os 188.945 registros das autoridades no ano de 2024, o equivalente a 32.348 casos a menos.
O número é o menor da série histórica. No ápice de roubos, em 2016, o estado chegou a registrar 323.274 casos.
Os casos de homicídio doloso também demonstram evolução: foram 2.438 registros ao longo do último ano, queda de 3,1% em comparação com o período anterior, que havia somado 2.517 registros. O novo número representa apenas 19,5% dos casos de 2001, ano de maior ocorrência em toda a série histórica.

Alguns dos índices quebraram recorde de queda (Foto: SSP)
Feminicídio cresceu
Apesar das demais estatísticas positivas, os casos de feminicídio provocam uma reflexão preocupante em São Paulo. O estado registrou 266 casos ao longo de 2025, como o de Tainara Souza Santos, de 31 anos, que morreu no dia 24 de dezembro, após ficar um mês internada no Hospital das Clínicas, na capital.
A mulher foi vítima de uma tentativa de feminicídio na madrugada do dia 29 de novembro, por volta das 6h, após deixar um bar no Parque Novo Mundo. Ela havia passado a noite em um forró no Bar do Tubarão, acompanhada de uma amiga e um homem. Segundo a família, uma discussão teve início quando o agressor, identificado como Douglas, se desentendeu com os dois.
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Tainara foi atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro na Marginal Tietê, na Zona Norte da capital paulista, e precisou amputar as duas pernas, além de vários outros procedimentos cirúrgicos após o ocorrido, até vir a óbito na véspera de Natal.
O número registrado pelo SSP em 2025 é 8% maior quando comparado com os 246 casos que aconteceram ao longo de 2024.
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