Os quatro corpos encontrados em Santa Catarina são dos jovens mineiros que estavam desaparecidos desde o fim de dezembro. A confirmação foi feita por familiares que acompanham as investigações em Florianópolis e reconheceram os rapazes por meio de tatuagens. Segundo Sílvia Aparecida do Prado, mãe de Pedro Henrique Prado de Oliveira, a identificação foi possível graças a marcas corporais e a elementos pessoais observados no Instituto Médico-Legal (IML). Ela explicou que familiares de Guilherme Macedo de Almeida também participaram do reconhecimento e têm auxiliado as demais famílias no processo.
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Os corpos continuam no IML e aguardam a conclusão dos trâmites legais para liberação. A previsão é que o translado até o Sul de Minas ocorra entre domingo (4) e segunda-feira (5), quando devem chegar às cidades de origem.
Quem eram os jovens que desapareceram
Os quatro rapazes deixaram Minas Gerais com objetivos semelhantes: trabalhar, buscar estabilidade e abrir novas possibilidades para a família. Eles haviam se mudado para Santa Catarina entre outubro e dezembro e moravam juntos em São José, na Grande Florianópolis. Desde a madrugada do dia 28, os familiares não tinham notícias.
Bruno: trabalhador, pai e cheio de planos
Aos 28 anos, Bruno Máximo da Silva havia mudado a rotina da família. Trabalhador, dedicado aos dois filhos pequenos e muito ligado à mãe, ele já tinha passado por um restaurante e estava prestes a começar um novo emprego como soldador. Segundo a mãe, Rosa Maria Máximo, Bruno estava animado com as oportunidades e sonhava em levar a família para morar perto dele. Conversas frequentes, mensagens carinhosas e planos concretos de futuro faziam parte do dia a dia. O objetivo era simples e gigante ao mesmo tempo: dar uma vida mais tranquila a quem ele amava.
Daniel: promessa de “uma vida melhor” para os pais
Também com 28 anos, Daniel Luiz da Silveira saiu de Guaxupé com a esperança de aliviar as dificuldades da família. Antes de viajar, abraçou o pai e garantiu que estava indo em busca de condições melhores de trabalho para ajudar nas despesas de casa. A mudança era, para ele, uma tentativa de transformar a própria história e dar mais segurança aos pais e irmãos.
Guilherme: jovem, dedicado e determinado a “voar”
Aos 20 anos, Guilherme Macedo de Almeida tinha pressa de viver. Trabalhador desde cedo, soldador de profissão, ele vinha construindo sua trajetória com esforço e independência. Gostava de amigos, de festas, de motos e da sensação de liberdade. A mãe, Elizabete, lembra de um filho presente, carinhoso, intenso e cheio de carinho nos pequenos gestos do cotidiano.
Pedro: protetor da família e o orgulho da mãe
Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos, era o único filho homem de Sílvia e irmão mais velho de duas meninas. Carinhoso, responsável e muito ligado à família, falava sempre sobre dar melhores condições à mãe e às irmãs. Tinha conquistado emprego em restaurante, falava animado sobre o futuro e planejava comprar uma moto.
Desaparecimento e investigação
Os quatro jovens desapareceram após serem vistos pela última vez na frente do apartamento onde moravam, em São José. Câmeras de segurança registraram o grupo saindo do local na madrugada de domingo. Horas depois, dois deles aparecem novamente próximos ao prédio. Dentro do imóvel, segundo relatos de familiares, tudo estava intacto. Pertences pessoais, comida no fogão, itens do dia a dia e até carregadores conectados, indicando que eles não tinham intenção de desaparecer.
Desde então, as famílias iniciaram buscas, pressionaram autoridades e viajaram até Santa Catarina em busca de respostas. O caso é acompanhado pela Polícia Militar, Polícia Civil e pelo Instituto Médico-Legal.
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