Don Lemon, um importante jornalista da televisão norte-americana, foi preso nesta sexta-feira (30/1) por ter transmitido imagens ao vivo de um protesto contra agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) dentro de uma igreja em Minnesota, no último dia 18 de janeiro.
Ele estava em Los Angeles, onde faria a cobertura da premiação do Grammy neste fim de semana, quando foi surpreendido pelos agentes federais do governo Donald Trump.
A prisão foi confirmada horas depois pela Procuradoria-Geral dos Estados Unidos, que considera o jornalista responsável de “conspiração criminosa” por promover o protesto contra o governo federal. Nas redes sociais, o perfil oficial da Casa Branca reforçou as acusações contra o profissional e ironizou a situação. Veja:
When life gives you lemons… ⛓️ pic.twitter.com/wxry0fudOj
— The White House (@WhiteHouse) January 30, 2026
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Esta não é a primeira vez que o jornalista afrontou o presidente norte-americano. Desde o primeiro mandato do republicano, Don Lemon fez duras críticas a Trump, como em 2018, quando apresentava o CNN Tonight e era um dos principais âncoras do canal e afirmou categoricamente que Donald Trump era “um racista” após ter se referido a países como El Salvador e Haiti como “lugares de merda”.
Ainda à frente da emissora, Lemon também defendeu que os supremacistas brancos “radicalizados à direita” seriam uma ameaça maior à segurança do país que imigrantes, conquistando várias publicações em tom de repúdio de telespectadores apoiadores do governo.
O jornalista ficou à frente da CNN por 17 anos e encerrou o contrato em 2023 após polêmicas envolvendo falas misóginas e etaristas. Desde então ele continuou a exercer o jornalismo de forma independente no YouTube, onde tem um perfil dedicado a coberturas e entrevistas.
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Don Lemon, ex-âncora da CNN, Don Lemon é preso por protesto contra o ICE nos EUA
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No dia 18 de janeiro, Don Lemon fez uma transmissão ao vivo do protesto e conversou com manifestantes que acreditavam que o representante religioso estava apoiando as autoridades federais. A acusação diz que ele foi responsável por infringir a Primeira Emenda à Constituição, que diz respeito ao direito ao culto.
“Já que o protesto teve início em uma igreja, nós fizemos um ato de jornalismo, que foi reportar e falar com as pessoas envolvidas, incluindo o pastor, os membros da igreja e os membros da organização (responsável pelo protesto)”, disse Lemon em um vídeo compartilhado antes da prisão nas redes sociais. ” É isto. Isto é jornalismo”, defendeu.
Don Lemon e outras sete pessoas foram acusadas de conspiração por compartilharem imagens do protesto. Eles deverão ser apresentados à Justiça federal ainda nesta sexta-feira (30/1), de acordo com o The New York Times.

