Uma quarta técnica de enfermagem passou a ser investigada por possível envolvimento na morte de três pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, localizado em Taguatinga, no Distrito Federal. O caso é apurado pela Polícia Civil do DF como homicídio doloso qualificado.
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Profissional é considerada foragida
De acordo com informações apuradas pela investigação, a técnica de enfermagem tem 40 anos, é natural de Goiás e também responde a processo por homicídio doloso qualificado. Durante a primeira fase da Operação Anúbis, deflagrada no dia 12 de janeiro, a profissional foi alvo de mandado de prisão, mas não foi localizada e passou a ser considerada foragida. O nome dela não foi divulgado pelas autoridades.
Até o momento, a Polícia Civil do Distrito Federal não confirmou se a quarta investigada será formalmente indiciada no inquérito que apura as mortes ocorridas dentro da UTI da unidade hospitalar.
Investigação aponta que suspeito se passava por médico para alterar prescrições e injetou até desinfetante em vítimas na UTI de hospital em Taguatinga. Foto: Reprodução.
Três técnicos já estão presos
Antes disso, três técnicos de enfermagem foram presos sob suspeita de participação nos crimes. São eles Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva. Eles foram detidos pela Polícia Civil do Distrito Federal e permanecem à disposição da Justiça.
Segundo as investigações, o trio é apontado como responsável pela morte de ao menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta. As vítimas são João Clemente Pereira (63), servidor da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal, Marcos Moreira (33), servidor dos Correios, e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada (75). A motivação dos crimes ainda é investigada.
Hospital acionou as autoridades
O caso chegou ao conhecimento da polícia após o próprio hospital identificar situações consideradas atípicas envolvendo os pacientes internados na UTI. Em nota, a instituição informou que instaurou uma apuração interna e comunicou os fatos às autoridades competentes.
“O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a direção da unidade, por meio de comunicado oficial.
Miranilde Pereira da Silva (75), João Clemente Pereira (63) e Marcos Raymundo Fernandes Moreira (33). (Foto: reprodução)
Uso de produto de limpeza é investigado
O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, detalhou a dinâmica de um dos episódios investigados e afirmou que um dos técnicos teria utilizado um produto químico de limpeza contra um paciente.
Segundo ele, o profissional teria sugado um desinfetante no quarto do paciente com uma seringa e aplicado a substância ao menos dez vezes. A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a participação de cada envolvido e as circunstâncias das mortes.
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