Mesmo com a redução gradual do nível do Rio Acre, a Prefeitura de Rio Branco mantém todas as ações do Plano de Contingência ativas e reforça o atendimento às famílias afetadas pela cheia. O objetivo, segundo a gestão municipal, é garantir segurança e assistência enquanto o cenário ainda exige atenção.
Dados da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) apontam que 27 bairros da capital foram impactados pela elevação do rio. Ao todo, 631 famílias foram atingidas, o que representa cerca de 2.286 pessoas. As áreas mais afetadas continuam sendo os bairros Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna, onde as equipes seguem atuando de forma intensiva.
Cheia do Rio Acre atinge 27 bairros e mobiliza ações emergenciais em Rio Branco | Foto: Secom/Prefeitura
Como parte das medidas emergenciais, um abrigo funciona no Parque de Exposições Wildy Viana, acolhendo atualmente seis famílias, somando 15 pessoas, além de três animais. Também foram encaminhadas sete famílias indígenas para o abrigo instalado na Escola Leôncio de Carvalho. Outras quatro famílias permanecem desalojadas, totalizando 11 pessoas.
A cheia também causa impactos significativos na zona rural. Comunidades como Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre já registram prejuízos, com cerca de 250 famílias atingidas, o equivalente a aproximadamente 1.000 moradores. No total, 15 comunidades rurais seguem sob monitoramento permanente das equipes da prefeitura.
Na manhã desta segunda-feira (19), o prefeito Tião Bocalom reuniu todo o secretariado municipal para alinhar estratégias e reforçar a atuação integrada do Plano de Contingência, mesmo diante do início da vazante do rio. A orientação é manter a estrutura de resposta ativa até que a situação seja considerada totalmente segura.
O prefeito destacou que as famílias acolhidas nos abrigos públicos só deixarão os locais quando o período crítico da cheia for superado. “Nossa prioridade é proteger vidas e garantir dignidade às famílias afetadas”, afirmou.
A Prefeitura de Rio Branco informou que continuará prestando atendimento humanitário, com oferta de acolhimento adequado, assistência social e garantia dos direitos básicos das pessoas atingidas pela enchente.
