A Polícia Civil apura se o casal de caseiros preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, devia dinheiro à idosa antes do crime. Dagmar desapareceu no dia 22 de dezembro, em uma propriedade rural na região do Rio Verde, em Bauru (SP).
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Segundo as investigações, os suspeitos trabalhavam e moravam no sítio da idosa e mantinham uma relação que envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro. Essas transações agora são analisadas para entender a motivação do crime.
De forma informal, os suspeitos teriam relatado à polícia que agrediram Dagmar com uma paulada na cabeça e jogaram o corpo em um poço desativado da propriedade. No entanto, durante os depoimentos formais, ambos permaneceram em silêncio e disseram que só se manifestariam em juízo.
Relação financeira é investigada
De acordo com o delegado Luciano Faleiro Rezende, ao longo da investigação surgiram indícios de que a idosa havia feito diversas concessões ao casal.
“Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento”, afirmou o delegado.
Um amigo da vítima relatou que, com o passar do tempo, Dagmar passou a assumir sozinha os cuidados do sítio, enquanto o casal deixava de trabalhar regularmente no local. Segundo ele, os suspeitos costumavam usar o carro da idosa e demoravam a retornar, levantando desconfianças.
Buscas em poço ultrapassam 20 metros
As buscas pelo corpo de Dagmar se concentram em um poço desativado da propriedade, que tem cerca de 35 metros de profundidade. As escavações começaram no dia 30 de dezembro e já ultrapassaram 20 metros.
Para permitir o avanço dos trabalhos, a casa onde a idosa vivia foi demolida nesta terça-feira (2), com apoio da Prefeitura de Bauru e acompanhamento do Corpo de Bombeiros. Segundo a Secretaria de Obras, o poço tem mais de 30 anos e foi construído manualmente, com estruturas circulares empilhadas, o que torna o trabalho complexo e demorado.
Caso segue em investigação
O casal de caseiros foi preso no dia 24 de dezembro, em Salto do Itararé (PR), após fugir da propriedade. O carro de Dagmar foi encontrado em Tatuí (SP), onde teria sido trocado por uma caminhonete.
Até a última atualização do caso, o corpo da idosa não havia sido localizado e não há confissão formalizada. Por isso, Dagmar Grimm Streger permanece oficialmente desaparecida, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações.
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