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PM pode ter sido executado por “tribunal do crime” após desentendimento, diz delegado

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PM pode ter sido executado por “tribunal do crime” após desentendimento, diz delegado

O desaparecimento do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, ganhou novos contornos neste domingo (11/1) após a Polícia Civil detalhar a dinâmica que antecedeu o crime. Segundo o delegado Vitor Santos de Jesus, responsável pela investigação, o PM foi delatado à criminalidade local depois de um desentendimento ocorrido durante uma confraternização na zona sul de São Paulo.

De acordo com o delegado, o conflito teve início quando Fabrício repreendeu um homem que estaria usando cocaína no local. “O policial se sentiu desrespeitado e o repreendeu. Inicialmente, o suspeito pediu desculpas, mas depois saiu e procurou o pessoal da criminalidade local”, afirmou Jesus durante coletiva.

Ainda segundo a investigação, o homem teria informado criminosos da região sobre a presença de um policial militar no bairro, o que motivou uma reação do grupo. “Ele delatou o amigo do PM por permitir que um policial frequentasse o local”, explicou o delegado.

Após a denúncia, uma ligação foi feita ao amigo do policial, que foi convocado a comparecer a outro endereço para dar satisfações. O PM foi convencido a acompanhá-lo. “Chegando lá, o policial foi desarmado, arrebatado e levado para um local que ainda estamos investigando”, disse Jesus.

Nesse segundo ponto, conforme a Polícia Civil, Fabrício teria sido submetido a um julgamento sumário. “Houve um ‘tribunal do crime’, e o policial teria sido condenado à morte pelo simples fato de ser policial e de estar no lugar errado, na hora errada”, afirmou o delegado.

Corpo do PM é encontrado

Na manhã deste domingo, a polícia encontrou um corpo enterrado em uma área de mata em um sítio em Embu-Guaçu, a cerca de 15 quilômetros de Itapecerica da Serra. A suspeita é de que o cadáver seja do policial desaparecido. A confirmação oficial depende de exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

Até o momento, quatro pessoas foram presas sob suspeita de envolvimento no caso. Três delas, detidas na sexta-feira (9/1), foram as últimas a ver o PM com vida. O quarto preso é o proprietário do sítio onde o corpo foi localizado. O caseiro chegou a ser detido, mas foi liberado após a polícia concluir que, inicialmente, ele não teve participação no crime.

O capitão da PM Marcos Bazela afirmou que os depoimentos dos envolvidos apresentam contradições e que a investigação ainda está em fase preliminar. A Polícia Judiciária agora trabalha para identificar o grau de participação de cada suspeito e esclarecer o destino do policial após o suposto julgamento.

Segundo relatos colhidos pela polícia, Fabrício estava em uma adega com dois conhecidos — Mirys Sthefanny Bezerra Siqueira e Isaque Duarte da Silva — e um terceiro homem, identificado como Riclecio Cerqueira de Moraes. Em depoimento, Isaque relatou que a primeira discussão teria começado após uma aposta de queda de braço.

O caso segue sob investigação.

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