Entenda como os golfinhos utilizam as toxinas do peixe-baiacu em doses baixas para atingir um estado de relaxamento, conforme observado por cientistas

Golfinhos já foram observados usando peixes-baiacu para induzir estados de relaxamento em interações sociais – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

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Você já imaginou que os golfinhos pudessem ter comportamentos sociais tão complexos a ponto de buscarem formas de lazer? Cientistas observaram esses animais interagindo com peixes baiacu de uma maneira surpreendente e recreativa.

Um documentário da BBC-Spy in the Pod usou câmeras ocultas para filmar golfinhos manipulando pufferfish de forma delicada e passando-os entre si, levando pesquisadores a descreverem esse comportamento como possivelmente associado à liberação de toxinas.

  • 🐡 Abordagem cuidadosa

    Os golfinhos cutucam o peixe baiacu gentilmente para que ele libere a tetrodotoxina sem que o peixe seja ferido ou devorado.

  • 🤝 Compartilhamento social

    O grupo de golfinhos passa o peixe de um para o outro, permitindo que todos aproveitem a experiência de forma coletiva e controlada.

  • 🌀 Estado de transe

    Após a exposição à toxina, os golfinhos foram vistos boiando na superfície, agindo como se estivessem hipnotizados pelo próprio reflexo.

A ciência por trás da brisa marinha

A tetrodotoxina presente no peixe baiacu é extremamente letal em grandes quantidades, mas, ao que tudo indica, os golfinhos aprenderam a dosar essa substância. Em pequenas porções, o veneno causa um efeito narcótico, o que demonstra uma inteligência prática impressionante desses mamíferos em manipular o ambiente ao seu redor para fins não alimentares.

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Ao manipular toxinas em pequenas doses, golfinhos mostram comportamento recreativo e alta inteligência social – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Diferença entre alimentação e interação recreativa

É importante notar que os golfinhos não tratam o baiacu como uma presa comum durante esse ritual. Eles demonstram um cuidado quase cirúrgico para não matar o peixe, garantindo que a fonte da “diversão” continue disponível para o restante do grupo.

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Golfinhos já foram observados usando peixes baiacu para induzir estados de relaxamento em interações sociais – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Esse tipo de comportamento reforça a ideia de que golfinhos possuem uma vida emocional e social muito mais vasta do que imaginávamos. Eles não vivem apenas em função da sobrevivência e da caça; eles buscam experiências sensoriais e compartilham momentos de lazer, utilizando ferramentas naturais para alterar seu estado de consciência de forma grupal.

Joaquim Luppi

Colaboração para o Olhar Digital

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Joaquim Luppi é colaborador do Olhar Digital. Técnico em Informática pelo IFRO, atua em instalação e manutenção de computadores, redes, sistemas operacionais, programação e desenvolvimento full-stack.

Colaboração para o Olhar Digital

Vanessa Tavares é colaborador no Olhar Digital