A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, realizou na última terça-feira (20) um atendimento especial em domicílio para a confecção da Carteira de Identidade Nacional (CIN) da senhora Nazaré Carvalho de Amorim, de 105 anos. A ação ocorreu na Comunidade Sacado do São Luiz, zona rural de Cruzeiro do Sul, em uma região de difícil acesso.
EPCAC realiza atendimento domiciliar para emissão da Carteira de Identidade Nacional da senhora Nazaré Carvalho de Amorim, de 105 anos/Foto: Reprodução
Para chegar à residência da centenária, a equipe precisou enfrentar desafios logísticos, incluindo deslocamento por estrada de terra e o uso de embarcação. Mesmo diante das dificuldades, os servidores do Instituto de Identificação garantiram o atendimento, reforçando o compromisso da Polícia Civil com a cidadania, a inclusão social e o atendimento humanizado, especialmente a pessoas em situação de vulnerabilidade ou com mobilidade reduzida.
O diretor do Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, Júnior César da Silva, destacou que o trabalho vai além da simples emissão de documentos. “Quando atendemos uma pessoa com 105 anos, em uma comunidade de difícil acesso, estamos garantindo dignidade, respeito e o direito básico à identificação civil”, afirmou.
Servidores da Polícia Civil do Acre utilizam embarcação para chegar à Comunidade Sacado do São Luiz, enfrentando desafios logísticos para garantir atendimento humanizado e acesso à cidadania/Foto: Reprodução
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, ressaltou que iniciativas como essa evidenciam o papel social da instituição. “A Polícia Civil do Acre tem o compromisso de estar presente onde o cidadão precisa, seja na área urbana ou nas regiões mais afastadas. Esse atendimento à dona Nazaré simboliza nosso cuidado com as pessoas, especialmente com aquelas que mais necessitam da atuação do Estado”, destacou.
A filha da idosa, Neli Carvalho de Amorim, agradeceu emocionada pela iniciativa. Segundo ela, a ação representou um gesto de respeito e humanidade. “Minha mãe não tem condições de se deslocar até a cidade, e ver a equipe chegar até aqui mostra um cuidado que a gente não esquece. Somos muito gratas por esse atendimento”, relatou.
