O parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva, no interior de São Paulo, negou que exista um ralo na piscina da atração Water Bomb, local onde morreu o salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, de 24 anos. A versão apresentada pela empresa contradiz o boletim de ocorrência, que aponta que o funcionário teria sido sugado por um ralo e acabou se afogando.
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Guilherme foi sepultado nesta quarta-feira (14) no Cemitério da Saudade, em Bragança Paulista, cidade onde mora a família. Abalado, o pai do jovem, Juvenal Domingos, falou sobre o filho e pediu que o caso seja totalmente esclarecido pelas autoridades.
Segundo o registro policial, Guilherme trabalhava no parque havia mais de dois anos e havia sido promovido em outubro de 2025 ao cargo de líder de salva-vidas. O parque está localizado às margens da Rodovia dos Bandeirantes.
O que diz o boletim de ocorrência
De acordo com o B.O., Guilherme entrou na atração Water Bomb para procurar a aliança de uma turista. Durante o mergulho, ele teria sido sugado pelo ralo do brinquedo, ficando preso, o que provocou o afogamento.
Colegas de trabalho perceberam a situação e iniciaram imediatamente os procedimentos de resgate. O jovem foi retirado da água, recebeu os primeiros socorros e foi encaminhado pelo SAMU de Itupeva ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida, onde a morte por afogamento foi constatada às 14h25 pelo médico plantonista.
A autoridade policial determinou a expedição de requisição ao Instituto Médico Legal (IML) para apuração da causa da morte, considerada suspeita.
Versão do parque contradiz registro policial
Em nota oficial, o Wet’n Wild afirmou que a piscina da atração não possui ralo, e que o sistema hidráulico é composto por drenos laterais, instalados em direção oposta à saída dos toboáguas e dos visitantes.
Segundo a empresa, a atração está em funcionamento há 17 anos, sem registros de ocorrências semelhantes. O parque também ressaltou que os salva-vidas são certificados por uma equipe norte-americana, passam por treinamentos e reciclagens mensais, e que o local possui todas as licenças necessárias para operar.
Ainda de acordo com o Wet’n Wild, Guilherme apresentou uma intercorrência durante uma intervenção na atração, foi resgatado rapidamente por outros colaboradores e recebeu atendimento imediato. As atividades do parque foram suspensas na tarde de terça-feira (13) e o local permaneceu fechado na quarta-feira (14).
A empresa informou que está prestando assistência à família e colaborando com as investigações.
Investigações continuam
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte para esclarecer a divergência entre o boletim de ocorrência e a versão apresentada pelo parque aquático. A família aguarda respostas sobre o que, de fato, provocou a morte do jovem salva-vidas.
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