Alta demanda por IA faz lucro da Samsung triplicar, mas empresa alerta que escassez de chips deve encarecer seus celulares e computadores

(Imagem: tinhkhuong/Shutterstock)

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Apesar do sucesso financeiro recente, a Samsung Electronics alertou que a falta de chips no mercado deve piorar e durar pelos próximos dois anos. Isso acontece porque a empresa está focando sua produção nos chips para inteligência artificial (IA). E isso deixa menos componentes disponíveis para outras áreas, como a de celulares, cuja produção ficou mais cara.

Para você ter ideia, a companhia registrou um lucro recorde de aproximadamente US$ 14 bilhões (cerca de R$ 73 bilhões) nos últimos três meses de 2025. Esse resultado foi puxado principalmente pela alta procura por memórias voltadas para IA. Isso fez o lucro da empresa triplicar em comparação ao mesmo período de 2024.

Alta da IA impulsiona a fabricação de peças, mas encarece a produção de celulares

A parte da Samsung que fabrica memórias viu seu lucro crescer 470%. Foi a maior fatia do ganho total da companhia. Esse crescimento ocorre porque a empresa tem priorizado os chips HBM, peças avançadas e essenciais para os servidores que rodam IA, como os da Nvidia. A Samsung espera triplicar suas vendas desse tipo de chip ainda em 2026. E já prepara uma versão ainda mais potente para os próximos meses.

Por outro lado, o lucro com a venda de celulares caiu 10%. Como as fábricas estão focadas nos chips de IA, faltam peças comuns para smartphones e computadores, o que faz os preços desses componentes subirem. A Samsung e outras fabricantes, como a SK Hynix, avisaram que será um ano difícil para conseguir peças. E a Samsung não descarta a possibilidade de aumentar os preços dos seus produtos para compensar esses gastos extras.

Para tentar superar esse cenário em 2026, a Samsung aposta no lançamento do Galaxy S26, que terá novas funções de IA como chamariz para compradores. Em paralelo, especialistas preveem que as vendas mundiais de celulares devem cair 2% em 2026. Para proteger seus ganhos, a marca pretende trabalhar mais perto de seus fornecedores. Além disso, planeja gastar de forma mais eficiente.

(Essa matéria usou informações de CNBC e Reuters.)

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.