Nova Guerra Fria? EUA faz post com mensagem polêmica após prisão de Maduro

O governo dos Estados Unidos publicou uma mensagem oficial nas redes sociais após a operação militar realizada na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A imagem divulgada trazia a frase “Este é nosso hemisfério”, com destaque visual para a palavra “nosso”, reforçando o posicionamento estratégico dos EUA em relação à América Latina.

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A publicação foi compartilhada por perfis ligados ao Departamento de Estado e repercutida por canais oficiais do governo americano. O conteúdo faz referência direta ao discurso adotado por autoridades dos EUA nos últimos dias, que defendem uma atuação mais firme no Hemisfério Ocidental, especialmente contra governos e grupos considerados hostis aos interesses norte-americanos.

Foto: Reprodução

A mensagem também dialoga com falas do secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou que os Estados Unidos não permitirão que países da região sirvam como abrigo para traficantes de drogas ou organizações criminosas internacionais. O tom adotado remete à chamada Doutrina Monroe, política histórica dos EUA que sustenta a ideia de que o continente americano deve permanecer sob influência e proteção dos próprios países do hemisfério, sem interferência externa.

O post foi publicado poucos dias após a operação militar realizada no domingo, 3 de janeiro de 2026, quando forças americanas atuaram em território venezuelano, especialmente em Caracas, e capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Segundo Washington, a ação faz parte do combate ao narcotráfico e a crimes transnacionais atribuídos ao governo venezuelano.

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que a operação não representa uma guerra nem uma tentativa de ocupação da Venezuela, mas sim uma ação de cumprimento da lei, voltada contra pessoas acusadas de crimes que, segundo o governo americano, causaram prejuízos diretos ao país ao longo de mais de uma década.

A divulgação da frase “Este é nosso hemisfério” gerou forte repercussão internacional e reacendeu debates sobre soberania, ingerência externa e os limites da política externa dos Estados Unidos na América Latina. Governos e analistas avaliam que tanto a operação quanto a mensagem pública reforçam a intenção de Washington de ampliar sua influência e atuação na região.

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