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MP denuncia policiais penais e mais 14 pessoas por esquema criminoso em presídios

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MP denuncia policiais penais e mais 14 pessoas por esquema criminoso em presídios

O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou três policiais penais e outras 14 pessoas por envolvimento em um esquema criminoso que atuava dentro de unidades prisionais do estado. A acusação foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRS), que também pediu à Justiça o afastamento imediato dos servidores e a perda definitiva dos cargos públicos.

As investigações fazem parte da Operação Madrinha, deflagrada em dezembro de 2025, que revelou um mecanismo estruturado para permitir a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos nos presídios. Além disso, o grupo também facilitava o acesso de pessoas não autorizadas às áreas internas das cadeias.

De acordo com o Ministério Público, o esquema funcionava com a participação direta de integrantes de facções criminosas e o apoio de servidores públicos. Os policiais penais denunciados teriam atuado para beneficiar a organização, inclusive com a inserção de informações falsas em sistemas de controle e monitoramento penitenciário.

A denúncia, assinada pelos promotores de Justiça Diego Pessi e Manoel Figueiredo Antunes, inclui crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, favorecimento real qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A Operação Madrinha

A Operação Madrinha foi deflagrada em 11 de dezembro de 2025 e teve como foco um grupo criminoso que atuava de forma articulada dentro do sistema prisional gaúcho. As ações ocorreram nos municípios de São Luiz Gonzaga, Ijuí e Santiago.

Na ocasião, dois policiais penais foram presos, além de uma ex-detenta e um preso. Houve ainda duas prisões em flagrante. As equipes cumpriram 17 mandados de busca e apreensão, que resultaram na apreensão de armas, drogas, dinheiro, celulares e veículos.

A operação mobilizou 27 investigadores do Gaeco, 32 policiais militares e 73 agentes do Grupo de Ações Especiais (Gaes) e da Corregedoria da Polícia Penal, em uma das maiores ações recentes contra corrupção no sistema penitenciário do estado.

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