O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cobrou que medidas rigorosas sejam adotadas de forma imediata pela Agência Nacional de Mineração após o segundo vazamento em minas da Vale em Minas Gerais. Silveira pediu uma solução efetiva para a situação depois do extravasamento de água registrado na mina de Viga, na cidade de Congonhas, neste domingo.
O incidente ocorreu menos de 24 horas após um vazamento de lama na mina de Fábrica, localizada na divisa entre Ouro Preto e Congonhas. O ministro cobrou, inclusive, a interdição da operação, se necessário, para garantir a segurança das comunidades locais e a proteção do meio ambiente. Silveira determinou a abertura de processo para apuração das responsabilidades e o acionamento dos órgãos federais, estaduais e municipais para fiscalização e eventual aplicação de penalidades. O ministro também ordenou a adoção de medidas cabíveis para reparação de possíveis danos materiais, ambientais e pessoais.
A prefeitura de Congonhas afirmou que os incidentes nas minas causaram prejuízos ambientais ao município e decidiu suspender provisoriamente o alvará de funcionamento da Vale. É o que explica o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Luís Lobo:
“A prefeitura, a Defesa Civil e todos os seus órgãos estão atentos para essa situação e também iremos cobrar das empresas uma resposta rápida, a suspensão possível dos alvarás dessas empresas até que todas as medidas sejam tomadas. E fica aqui mais uma vez nossa preocupação, né? Sete anos após o rompimento em Brumadinho, a empresa, a Vale, omitindo informações muito importantes que para nós agirmos de forma rápida tem que chegar rápido para nós, e isso não aconteceu por duas vezes no mesmo dia”, diz.
O Ministério Público de Minas Gerais informou que está acompanhando o caso e já solicitou informações às equipes das defesas civis estadual e dos municípios atingidos. A Vale comunicou que os extravasamentos de água nas duas minas foram contidos, que ninguém ficou ferido e que a população e as comunidades próximas não foram afetadas. De acordo com a empresa, nenhuma das duas ocorrências tem relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações em suas condições de estabilidade e segurança, e as causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas.

