O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) apure a responsabilidade pelo transbordamento de um reservatório da Vale, em Ouro Preto, Minas Gerais, na madrugada de sábado (24/1) para domingo (25/1).
Entre as medidas:
- fiscalização das estruturas,
- acionamento dos órgãos competentes, e
- apuração de responsabilidades.
O que diz a Vale
Segundo a Vale, houve um extravasamento de água com sedimentos de uma cava da mina de Fábrica que alcançou algumas áreas da empresa. A comunidade não foi afetada. Mas o prefeito de Congonhas, Anderson Cabido, falou da preocupação com o impacto ambiental, já que o volume estimado de vazamento é de 220 mil metros cúbicos de água.
“Não é uma barragem de rejeitos, mas é um dique de contenção que, ao ser rompido, ser extravasado, ele carreou não o material que ele tinha dentro da barragem, mas todo o material que ele tinha adiante. Então, trouxe um impacto ambiental significativo”.
O prefeito ainda afirmou que não há risco de novos transbordamentos. O deste fim de semana ocorreu justamente no dia em que o rompimento da barragem de Brumadinho, também em Minas, completou sete anos. Detalhe: a chuva ainda continua na região. Ou seja, autoridades ainda em atenção.
A Vale, em nota, afirmou que os órgãos competentes foram comunicados, que a causa do rompimento está sendo verificada, e que todas as barragens da região continuam monitoradas e seguem sem alterações.

