A Polícia Civil de Goiás investiga um crime considerado complexo e premeditado envolvendo o síndico de um prédio em Caldas Novas e seu filho. Durante o cumprimento dos mandados de prisão, na manhã desta terça-feira (28), os agentes encontraram várias malas prontas no apartamento da família, o que, segundo a polícia, indica uma possível tentativa de fuga.
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O síndico é apontado como principal suspeito do assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza. De acordo com as investigações, ele teria planejado o crime ao desligar propositalmente o padrão de energia do apartamento da vítima, forçando-a a descer até o subsolo do prédio para verificar o problema.
Segundo a polícia, o suspeito conhecia detalhadamente os pontos cegos do edifício — locais sem cobertura das câmeras de segurança — e teria atraído Daiane justamente para uma dessas áreas. No local, houve uma luta corporal, e a corretora acabou morta. O investigado afirmou ter “perdido o controle da situação”, mas não detalhou como a vítima foi assassinada. Um laudo pericial deve esclarecer a causa da morte.
Após o crime, ainda conforme a polícia, o síndico teria colocado o corpo de Daiane em sua caminhonete e seguido até uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros do prédio, onde abandonou o cadáver. Imagens mostram que ele saiu do local com a capota do veículo fechada e retornou cerca de 45 minutos depois com a capota aberta, o que reforçou as suspeitas.
Câmeras e indícios reforçaram suspeita
A investigação aponta que apenas alguém com amplo conhecimento da rotina e da estrutura do prédio poderia ter cometido o crime. Das nove câmeras de segurança instaladas no local, apenas três tiveram as imagens entregues à polícia, todas sob controle do síndico. Para os investigadores, esse fator foi determinante para apontá-lo como autor do assassinato.
Outro elemento que pesou contra o suspeito foi o histórico de conflitos com Daiane. Segundo a Polícia Civil, a corretora havia registrado cerca de 12 ocorrências contra o síndico, relatando ameaças e episódios de violência. Três desses registros foram encerrados, enquanto os demais ainda estavam em andamento.
Além disso, a polícia revelou que desligamentos de água e energia eram uma prática recorrente usada pelo síndico como forma de intimidação. Áudios que circulam nas investigações indicam que ele também ameaçava clientes da corretora, dificultando visitas e negociações de imóveis no prédio.
Filho preso por obstrução da investigação
O filho do síndico também foi preso, acusado de tentar obstruir o trabalho da polícia. Segundo os investigadores, ele comprou um celular novo para o pai logo após o crime, com o objetivo de eliminar possíveis provas e dificultar o rastreamento de informações.
Ao todo, mais de 21 pessoas foram ouvidas durante a investigação, incluindo o porteiro do prédio, que foi levado coercitivamente para prestar depoimento. A polícia apura se houve participação de outras pessoas, mas, até o momento, afirma não ter dúvidas da autoria direta do síndico no assassinato.
Disputa judicial antecedeu o crime
Outro ponto considerado central pela polícia é que, poucos dias antes do desaparecimento de Daiane, ela havia obtido na Justiça o direito de circular livremente pelo prédio. O síndico havia conseguido uma liminar para proibir sua entrada, mas a decisão foi revertida no dia 11 de dezembro. Seis dias depois, em 17 de dezembro, a corretora desapareceu.
Para os investigadores, a vitória judicial da vítima pode ter intensificado os conflitos e contribuído para a escalada de violência que terminou no crime.
O caso segue sob investigação por uma força-tarefa que envolve equipes de Caldas Novas e Goiânia. O síndico deve responder por homicídio qualificado, enquanto o filho pode ser indiciado por obstrução da Justiça.
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