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Mais de 20 ministros devem deixar governo Lula para disputar eleições em 2026; veja quem

Com a proximidade das eleições de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma ampla reorganização do primeiro escalão do governo federal. A expectativa no Palácio do Planalto é que mais de 20 ministros deixem seus cargos até abril para concorrer a mandatos eletivos, tanto no Executivo estadual quanto no Congresso Nacional.

De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar eleições precisam se desincompatibilizar seis meses antes do pleito. Para 2026, o prazo final termina em 4 de abril. Na maioria dos casos, as pastas devem passar a ser comandadas interinamente por secretários-executivos.

O movimento faz parte da estratégia do Planalto para fortalecer a base aliada e ampliar a representação governista no Congresso, especialmente no Senado, que terá 54 das 81 cadeiras em disputa. Durante a última reunião ministerial de 2025, Lula orientou seus auxiliares que pretendem concorrer a “ganhar o cargo que vão disputar”.

Disputa por governos estaduais

Entre os ministros que já definiram candidatura ao Executivo estadual está Renan Filho (MDB-AL), titular dos Transportes, que deve disputar a reeleição ao governo de Alagoas. Ele já comandou o estado por dois mandatos consecutivos antes de assumir o ministério.

Corrida pelo Senado

A Casa Civil é uma das pastas que deve ser afetada: Rui Costa (PT-BA) é cotado para disputar uma vaga no Senado pela Bahia. Também avaliam a candidatura ao Senado os ministros Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Carlos Fávaro (Agricultura) e Alexandre Silveira (Minas e Energia).

A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), é mencionada como possível candidata ao Senado por São Paulo ou ao governo estadual, enquanto Marina Silva (Meio Ambiente) também aparece como nome ventilado para a Casa Alta paulista, ainda sem definição partidária.

Câmara dos Deputados

Na disputa por vagas na Câmara, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), já confirmou que tentará a reeleição. Outros ministros que devem concorrer ao Legislativo incluem André de Paula (Pesca), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário), Wolney Queiroz (Previdência), Jader Filho (Cidades), Anielle Franco (Igualdade Racial), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).

Há ainda a possibilidade de a ministra da Cultura, Margareth Menezes, filiar-se ao PT para disputar uma vaga pela Bahia, com apoio direto do presidente.

Saídas sem disputa eleitoral

Além dos que devem concorrer em 2026, algumas mudanças ocorrerão sem relação direta com eleições. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, deve deixar o cargo para coordenar o marketing da campanha de reeleição de Lula.

Já o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, confirmou sua saída do governo por motivos pessoais e familiares. A pasta segue sob comando interino enquanto o presidente define o sucessor.

Incertezas e articulações

Nomes como Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) seguem no centro das articulações políticas, embora ambos demonstrem resistência em disputar eleições. Ainda assim, continuam sendo pressionados pelo PT e por aliados a entrarem na corrida eleitoral.

Outros ministros, como Camilo Santana (Educação) e André Fufuca (Esporte), também avaliam diferentes cenários para 2026, entre a disputa por governos estaduais ou vagas no Senado.

Texto reescrito com base em informações publicadas pelo Metrópoles.

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