A pré-corrida ao Palácio Rio Branco em 2026 já revela um dado central para a política acreana: alianças importam, e muito. Entre os pré-candidatos colocados até agora, Mailza Assis, do Progressistas, e Thor Dantas, do PCdoB, largam com vantagem clara na montagem de seus arcos de apoio. Alan Rick, do Republicanos, e o prefeito Tião Bocalom, do PL, começam a caminhada com menos parceiros e precisarão acelerar conversas para não ficar para trás.
Mailza aparece hoje com o desenho mais robusto. Além do próprio PP, conta com o União Brasil, que está federado com o Progressistas e tenta viabilizar o deputado federal Eduardo Velloso como candidato ao Senado na chapa. Somam-se a esse campo PSDB, Podemos, PDT e Solidariedade, todos integrantes da base do governo Gladson Cameli. É uma aliança ampla, que dialoga com o centro e com a estrutura do governo estadual.
No campo progressista, Thor Dantas também avança com consistência. O PCdoB trabalha para reunir praticamente todo esse espectro ideológico. PT, Rede e PV são considerados apoios prováveis. Jorge Viana, pelo PT, e Inácio Moreira, pela Rede, despontam como nomes ao Senado na composição. Ainda existem tratativas em curso com PSB e PSOL, o que pode ampliar ainda mais esse bloco.
Alan Rick, por enquanto, opera com um apoio confirmado. O NOVO, sob a liderança do deputado estadual Emerson Jarude, é o único aliado declarado até o momento. É pouco para quem mira uma disputa majoritária estadual e sabe que o tempo político corre rápido.
Já Tião Bocalom entra nesse cenário com um fator que muda qualquer conta: competitividade eleitoral. O prefeito de Rio Branco anunciou a pré-candidatura apenas na última semana e ainda não formalizou alianças partidárias. A tendência, no entanto, é de movimento intenso nas próximas semanas. Bem posicionado nas pesquisas e com a máquina da prefeitura, Bocalom é visto como um nome capaz de atrair apoios em sequência, mesmo começando atrás no quesito alianças.
Luisinho, do AGIR, também aparece isolado. Caso leve a pré-candidatura adiante, o desenho mais provável é o de uma chapa puro-sangue, sem coligações relevantes.
Incógnitas
Duas siglas seguem como peças-chave ainda sem rumo definido e devem pesar na definição final das chapas: MDB e PSD. São partidos grandes, com capilaridade e tempo de TV, e ainda não sinalizaram de forma clara para qual projeto caminham. A decisão de um ou de outro pode reorganizar alianças e redesenhar forças.
No mesmo cenário estão legendas menores como Cidadania, DC, Avante, PRTB e PRD. Sem projeto próprio, essas siglas tendem a entrar no cálculo final apenas para compor chapas e ajustar números, como já ocorreu em eleições recentes, quando acompanharam o grupo político do governador Gladson Cameli.

