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Mãe e filhos são acusados de matar mulher e esconder corpo em cisterna

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Mãe e filhos são acusados de matar mulher e esconder corpo em cisterna

A Justiça de Minas Gerais decidiu levar a júri popular uma mãe e três filhos acusados de envolvimento no assassinato de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos. O crime ocorreu em agosto de 2024, no bairro Candelária, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. A decisão foi divulgada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta sexta-feira (9), mas a data do julgamento ainda não foi definida.

Segundo a denúncia, Marluce Pereira dos Santos e os filhos Gilmar Pereira Calmos, Paloma Pereira de Jesus e Paola Pereira de Jesus teriam matado a vítima e ocultado o corpo em uma cisterna localizada no quintal da residência.

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Os réus vão responder por homicídio qualificado, com agravantes como meio cruel, motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além do crime de ocultação de cadáver.

Investigação aponta golpe financeiro

As investigações apontam que o assassinato teria sido motivado por uma disputa familiar envolvendo um golpe financeiro. Magna teria descoberto que o pai foi lesado pela madrasta e pelos filhos dela e passou a cobrar a devolução do dinheiro, o que teria provocado o crime.

De acordo com a decisão judicial, a madrasta e um dos filhos, apontados como mandante e executor, respectivamente, tiveram a prisão preventiva mantida. Já as duas meias-irmãs da vítima vão responder ao processo em liberdade enquanto aguardam o julgamento pelo Tribunal do Júri.

Relembre o caso

O desaparecimento de Magna Laurinda Ferreira Pimentel, de 42 anos, foi registrado em 3 de agosto de 2024, em Belo Horizonte. Naquele dia, ela saiu de casa para cumprir a rotina de levar a filha, de 3 anos, à escola.

Conforme relatos da família, pouco depois recebeu uma ligação avisando que o pai, um idoso de 74 anos que estava acamado, não passava bem. Magna seguiu até a residência dele, localizada no bairro Candelária, na região de Venda Nova, e não voltou mais. Diante do sumiço, o marido procurou a polícia e comunicou o desaparecimento.

Quase um mês depois, em 27 de agosto, a Polícia Civil de Minas Gerais encontrou o corpo da mulher escondido em uma cisterna no quintal da casa do pai da vítima. A investigação indicou que o assassinato teria sido motivado por um conflito familiar envolvendo fraudes financeiras contra o idoso.

Investigação

Segundo a apuração policial, a madrasta e os filhos teriam causado um prejuízo de aproximadamente R$ 50 mil, valor que inclui cerca de R$ 9 mil gastos em apostas on-line, conhecidas como “jogo do tigrinho”. Além disso, os suspeitos teriam realizado um empréstimo em nome do idoso e o induzido a assinar um documento que previa a doação do imóvel onde ele reside.

Mesmo após o crime, de acordo com a polícia, os envolvidos tentaram manter uma aparência de normalidade. Com o corpo de Magna já ocultado na cisterna, a madrasta e os filhos chegaram a promover um churrasco na parte da frente da casa, atitude que reforçou as suspeitas durante as investigações.

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