O caso Eliza Samudio, um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil, chamou atenção pelas declarações de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, durante depoimentos à Justiça. Condenado por participação no sequestro e assassinato da modelo, ele afirmou que, no dia do crime, já sabia que Eliza estava sendo levada para morrer.
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Segundo Macarrão, no trajeto realizado em junho de 2010, ele começou a desconfiar do destino de Eliza. Em depoimento, declarou: “Eu estava pressentindo que levava Eliza para morrer”, frase que marcou o julgamento e foi amplamente repercutida à época. Ele relatou que, mesmo com o pressentimento, seguiu adiante por medo e por estar obedecendo ordens.

Foto: Reprodução
O réu afirmou que recebeu instruções diretas do então goleiro Bruno Fernandes, pai do filho de Eliza. De acordo com Macarrão, ao demonstrar insegurança, ouviu do ex-jogador que “parasse de ser fraco” e cumprisse o que havia sido combinado. A declaração reforçou, no entendimento do Ministério Público, a hierarquia existente entre os envolvidos no crime.
Macarrão contou ainda que deixou Eliza em um ponto previamente combinado, onde outra pessoa assumiria a ação. Ele disse que não presenciou o assassinato, mas admitiu que tinha consciência de que algo grave iria acontecer, mesmo sem saber exatamente como o crime seria executado.
Durante o depoimento, Macarrão se emocionou ao relembrar o episódio e afirmou carregar culpa pelo ocorrido. As declarações foram consideradas fundamentais para a condenação dos envolvidos, especialmente por detalhar a dinâmica do sequestro e o papel de cada um no desaparecimento da jovem.
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