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Lula participa de ato sobre o 8 de Janeiro sem a cúpula do Congresso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta quinta-feira (8/1), da cerimônia que marca os três anos dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. O evento ocorre no Salão Nobre do Palácio do Planalto, com a presença de autoridades e representantes da sociedade civil. Acompanhe ao vivo:

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declinaram o convite para a solenidade. O chefe do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, não confirmou presença até a manhã desta quinta. A Corte promoverá um evento próprio para relembrar os três anos dos ataques.

Em frente à Praça dos Três Poderes, apoiadores se reúnem em uma manifestação em defesa da democracia, convocada pelo Partido dos Trabalhadores e movimentos sociais. A expectativa é de que o chefe do Planalto desça a rampa para cumprimentar o grupo.

São esperadas cerca de 3 mil pessoas no ato em Brasília (DF). A segurança em torno do Planalto foi reforçada com uma operação integrada entre a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e órgãos nacionais.

Veto à dosimetria

Há ainda uma expectativa de que o titular do Executivo oficialize o veto ao projeto de lei que reduz penas para os envolvidos na trama golpista e que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta foi aprovada pelo Congresso no final de 2025.

Lula já disse publicamente que vai rejeitar o texto — resta saber se de maneira integral. O petista tem até a próxima segunda-feira (12/1) para formalizar a decisão.

O chefe do Planalto teria comunicado a aliados que seguirá com o veto. O gesto, porém, tende a provocar novos atritos entre Executivo e Legislativo, em um momento no qual o governo busca reduzir o nível de tensão com o Congresso após uma sequência de embates. A oposição já estaria articulando a derrubada do veto presidencial.

Soberania

Além disso, após a operação do governo dos Estados Unidos que prendeu o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, é esperado que a defesa da soberania na região ganhe destaque durante a cerimônia.

“O centro do ato de 8 de Janeiro é a defesa da democracia e a condenação do golpismo. É o primeiro 8 de Janeiro após a condenação e prisão dos envolvidos. Agora, é evidente que os temas da soberania e defesa da paz ganharam força após os ataques dos EUA e serão complementares no ato. O Brasil defende democracia com soberania nacional. E essa defesa estará presente no ato do 8 de Janeiro”, afirmou o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

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