O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao impacto das redes sociais, dos algoritmos e da inteligência artificial no dia a dia da população. Em discurso recente, o chefe do Executivo afirmou que o uso excessivo do celular tem afetado relações pessoais e contribuído para um ambiente marcado pela desinformação.
Durante a fala, Lula chamou atenção para a forma como as pessoas se relacionam com os aparelhos eletrônicos. Segundo ele, o celular passou a ocupar um espaço central na rotina, inclusive em momentos íntimos. “Vocês vivem no celular. Levanta de manhã, nem beija o marido e já pega o celular. Vai deitar e, ao invés de dar um beijinho, vai pegar o celular”, afirmou.

Presidente afirma que a desinformação avança e defende que a população não se deixe “robotizar” pelo uso excessivo da tecnologia/Foto: Reprodução
O presidente defendeu que a sociedade não se deixe dominar por padrões automáticos impostos pelas plataformas digitais. Para Lula, é preciso preservar valores humanos diante do avanço tecnológico. “É preciso que a gente não se permita virar algoritmo. Nós somos seres humanos. Nós temos sentimento, nós temos coração, nós temos solidariedade”, declarou, ao criticar o que chamou de comportamento “robotizado”.
Lula também demonstrou preocupação com o avanço das fake news e classificou o momento como delicado. “Nós estamos vivendo um mundo da mentira. Nós estamos vivendo uma situação muito delicada”, disse. Segundo ele, a disseminação de informações falsas ocorre diariamente e precisa ser enfrentada com firmeza.
Ao abordar o crescimento da inteligência artificial, o presidente fez um alerta direto, especialmente às mulheres. “Tomem cuidado com essa tal de inteligência artificial. Se preparem, porque a podridão não está nem começando na inteligência artificial”, afirmou, ao comentar os riscos do uso irresponsável da tecnologia.
O presidente ainda criticou a lógica das redes sociais, onde popularidade nem sempre está associada à verdade. “É mais fácil acreditar numa mentira, porque a verdade você tem que provar. A mentira você não tem que provar”, concluiu, ao citar o alcance de influenciadores digitais e lideranças políticas nas plataformas.