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Ladrões de banco e ‘sintonia’ do PCC: veja perfil dos suspeitos de matarem o delegado Ruy

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Ladrões de banco e ‘sintonia’ do PCC: veja perfil dos suspeitos de matarem o delegado Ruy

Os três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) presos nesta terça-feira (13), acusados de mandar matar o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, possuem um longo histórico criminal e são descritos pela polícia como criminosos de “nível superior de maturidade criminal”.

Segundo a diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Ivalda Aleixo, os investigados são ladrões de banco experientes e ligados ao núcleo estratégico da facção.

“Todos estiveram presos em penitenciárias, são ladrões de banco, envolvidos com organização criminosa, tráfico e lavagem de dinheiro. É um nível de atividade criminosa diferente dos executores”, afirmou.

Ainda de acordo com a delegada, os suspeitos integram a chamada sintonia restrita do PCC, grupo responsável pelas decisões mais importantes da facção. “Eles têm mais de 20 anos de vida criminosa, entrando e saindo do sistema prisional”, completou.

Ligação direta com o mando do crime

O delegado do Deic, Clemente Calvo Castilhone Júnior, explicou que os presos já tiveram atuação operacional no passado e, atualmente, ocupam posição estratégica no crime organizado.

“São pessoas ligadas ao nível decisório. As decisões no PCC costumam ser tomadas em votações, e esse grupo é o que mais se aproxima do mando, fazendo a ligação com os executores”, destacou.

Para a polícia, as prisões são consideradas fundamentais para consolidar as provas que serão apresentadas ao Judiciário.

Possíveis motivações

O delegado Ronaldo Sayeg, do Denarc, afirmou que duas linhas principais são investigadas como motivação do crime: o histórico de enfrentamento de Ruy ao crime organizado e sua atuação posterior na Prefeitura de Praia Grande. Esta última hipótese, no entanto, foi descartada pelo Ministério Público.

Já o secretário da Segurança Pública, Nico Gonçalves, afirmou que a execução teria sido uma vingança da facção. “Todos eles tiveram contato direto com o Ruy em 2005, quando ele os prendeu por roubo a banco. Ficou essa mágoa, essa vingança”, declarou.

Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em setembro do ano passado, na Praia Grande, no litoral paulista.

Prisões e perfis dos suspeitos

A polícia cumpriu cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em cidades como Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri, Mairinque e na capital paulista. Até o momento, três suspeitos foram presos:

A TV Globo informou que tenta localizar a defesa dos presos.

Crime planejado pelo alto escalão

Segundo denúncia do Ministério Público, apresentada em novembro, a morte de Ruy Ferraz Fontes foi encomendada pelo alto escalão do PCC, a chamada “sintonia geral”, como forma de retaliação.

Um relatório policial aponta que a decisão de matá-lo existia desde 2019, com base em uma carta manuscrita apreendida naquele ano, na qual lideranças da facção cobravam a execução do delegado.

O MP afirma que o crime foi minuciosamente planejado, com vigilância da rotina da vítima, uso de imóveis de apoio, carros roubados, armas de uso restrito e desligamento de câmeras de segurança para dificultar a investigação.

No total, oito pessoas foram denunciadas por participação no assassinato, incluindo executores e integrantes da logística. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos.

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