Nesta segunda-feira (12) o Tribunal do Júri condenou Steffes Estanga Borghi Geroldo a 36 anos de prisão pela morte da própria sogra, uma idosa de 72 anos, em Ribeirão Preto (SP). O crime aconteceu em agosto de 2024, quando Maria Angela Sales Avelino foi encontrada sem vida dentro de casa, no bairro Vila Virgínia, após sofrer agressões violentas.
Segundo a decisão da Justiça, o réu foi responsabilizado por homicídio triplamente qualificado, já que o assassinato foi motivado por razão considerada fútil, cometido com extrema crueldade e sem chance de defesa para a vítima. A pena foi agravada pelo fato de a mulher ser idosa.
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Além da condenação pelo homicídio, Geroldo recebeu mais um ano e seis meses de prisão por furto. Preso preventivamente desde o crime, ele não poderá recorrer da sentença em liberdade.
Durante o andamento do processo, a Justiça determinou medidas protetivas por tempo indeterminado, proibindo o réu de se aproximar da família da vítima. A defesa apresentou diversos pedidos para que ele respondesse ao processo fora da prisão, mas todos foram negados.
Sinais de violência e pistas na cena do crime
Em agosto de 2024, Maria Angela Sales Avelino, de 72 anos, foi encontrada morta na garagem de sua residência, em Ribeirão Preto (SP), com ferimentos na cabeça. De acordo com o boletim de ocorrência, a filha da vítima foi quem encontrou o corpo e acionou o socorro, mas a idosa já estava sem vida.
A perícia constatou sinais de violência e a presença de pó de cimento no corpo, enquanto um saco do mesmo material guardado no armário estava parcialmente vazio. Durante a investigação, a polícia identificou que cartões bancários e o celular da vítima haviam sido levados, sendo realizados pequenos gastos nos cartões, e que o celular havia sido reativado por outra pessoa que afirmou tê-lo comprado por R$ 300.
Desentendimento
Com base em imagens de câmeras de segurança, a Polícia Civil chegou ao suspeito, Steffes Estanga Borghi Geroldo, namorado de uma das filhas da idosa. Ele foi preso em setembro de 2024, em uma casa no bairro Jardim Artártica.
Segundo Geroldo, o crime ocorreu após um desentendimento com a sogra. A investigação apontou que ele e Maria Angela não tinham uma relação cordial. Inicialmente, o caso foi registrado como latrocínio, roubo seguido de morte, devido à subtração dos bens da vítima.
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