Jovem morta por vigilante participou de clipes de ostentação com armas

Uma jovem de 25 anos, identificada como Alana Arruda Pereira, foi morta a tiros na tarde de quarta-feira (28), em Manaus (AM). O crime ocorreu após uma discussão entre vizinhos e teve como autor um vigilante, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar.

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Alana ganhou notoriedade nas redes sociais após participar de um clipe musical gravado em junho de 2025, ao lado do rapper local Bygod. No vídeo, a jovem aparece em cenas de ostentação, fumando, na garupa do artista e segurando um fuzil, enquanto o grupo exibe armas de fogo, estética comum em produções de trap e funk, que misturam lifestyle periférico e imagens de poder.

Crime ocorreu após desentendimentos antigos

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o homicídio aconteceu após uma briga entre vizinhos, que já vinha se prolongando há algum tempo. Durante o confronto, Alana foi atingida por um tiro no rosto e morreu no local.

O suspeito foi identificado como Emerson Vasconcelos de Araújo, de 32 anos, vigilante de profissão. Após o crime, ele não tentou fugir e aguardou a chegada da Polícia Militar, sendo preso em flagrante.

Arma era ilegal, diz polícia

Segundo a DEHS, Emerson não possuía autorização legal para porte ou posse da arma utilizada no crime. O armamento foi apreendido e será periciado.

Na quinta-feira (29), o vigilante passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.

Versões divergentes são apuradas

O caso é cercado por versões conflitantes. Moradores da região relataram que Alana sofria importunações sexuais por parte do vigilante e que, na noite anterior ao crime, teria ido até o local acompanhada de dois homens armados para intimidá-lo. Há ainda relatos de que a jovem teria envolvimento com o tráfico de drogas na área.

Outros vizinhos afirmaram que Alana chegava com frequência embriagada, provocando conflitos constantes com o suspeito.

Polícia descarta, por ora, importunação sexual

O delegado George Gomes, da DEHS, afirmou que, até o momento, não há provas que sustentem a tese de importunação sexual. Segundo ele, o homicídio é tratado, inicialmente, como o desfecho de uma briga antiga por problemas de convivência e ameaças recíprocas.

“A polícia só trabalha com fatos comprovados. Informações sobre possível envolvimento com tráfico ou se o estado de embriaguez da vítima motivava as brigas ainda estão sendo checadas”, declarou o delegado.

As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime e as motivações que levaram ao assassinato.

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