O adolescente de 14 anos apreendido após matar e decapitar o cachorro da própria família, em Cruzeiro do Sul, permanece internado no Instituto Socioeducativo (ISE), à disposição da Justiça. A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil, Lindomar Ventura, responsável pelo acompanhamento direto do caso, que destacou a gravidade dos fatos e o conteúdo das declarações prestadas pelo jovem.

A informação foi confirmada pelo delegado da Polícia Civil, Lindomar Ventura, responsável pelo acompanhamento direto do caso/Foto: Reprodução
Segundo o delegado, após os procedimentos iniciais na delegacia, foi determinada a internação provisória do adolescente como medida socioeducativa, amparada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Ele permanece internado no ISE, à disposição da Justiça”, afirmou Lindomar Ventura, ao confirmar que a decisão levou em conta a violência extrema do ato e o comportamento apresentado durante o depoimento.
Ainda de acordo com o delegado, o adolescente confessou o crime e relatou ter praticado outros episódios de violência contra animais. “Durante o interrogatório, ele afirmou que já havia matado outros cachorros e gatos”, revelou Ventura. Conforme o delegado, o jovem falou sobre os fatos de forma espontânea, sem demonstrar arrependimento, o que pesou na avaliação das autoridades. “A ausência de qualquer sinal de arrependimento reforçou a necessidade de uma medida mais rigorosa”, ressaltou.
O caso veio à tona na última segunda-feira, dia 5, quando familiares acionaram a polícia após encontrarem o cachorro morto dentro da residência. A Polícia Militar confirmou que o animal foi decapitado e apresentava partes do corpo desmembradas, evidenciando a crueldade da ação.
Para o delegado Lindomar Ventura, a internação provisória é fundamental para garantir a segurança e permitir que o caso seja acompanhado de forma adequada pelo sistema socioeducativo e pelo Judiciário. “Diante da gravidade do ato e do histórico relatado pelo próprio adolescente, a medida adotada busca resguardar a sociedade e assegurar que o jovem seja submetido aos procedimentos previstos em lei”, concluiu.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e será acompanhado pelo Judiciário, que deverá decidir sobre as medidas socioeducativas definitivas a serem aplicadas.
