A Polícia Civil avançou nas investigações sobre a morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, encontrada morta cerca de um mês após desaparecer, em dezembro de 2025, em Caldas Novas (GO). Em entrevista ao programa Alô Você nesta quarta-feira (28), o delegado responsável pelo caso detalhou os desdobramentos que levaram à prisão do síndico do condomínio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira , e de seu filho, Maykon Douglas de Oliveira.
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Segundo a polícia,Cléber Rosa de Oliveira apresentou aos investigadores o local onde o corpo da corretora foi desovado, em uma área de mata de difícil acesso. Para a autoridade policial, a atitude configura uma confissão tácita, embora ele não tenha relatado toda a dinâmica do crime.
Crime teria ocorrido no subsolo do prédio
As apurações indicam, de forma preliminar, que o homicídio aconteceu no subsolo do condomínio. A principal linha investigativa aponta que, após a morte, Cleber teria colocado o corpo de Daiane em sua caminhonete e seguido até a área de mata, onde a vítima foi abandonada.
Ainda segundo o delegado, imagens de câmeras de segurança reforçam essa suspeita, mas levantam novas dúvidas. O condomínio conta com nove câmeras, porém apenas imagens de três equipamentos foram apresentadas até o momento.
Pontos cegos e possível manipulação de câmeras
Como síndico, Cleber tinha conhecimento dos pontos cegos do sistema de monitoramento, o que aumentou as suspeitas contra ele. A polícia agora investiga se as imagens ausentes foram apagadas, se as câmeras foram desligadas propositalmente ou se houve falha técnica nos equipamentos.
O delegado afirmou que essa etapa é crucial para esclarecer se houve ação deliberada para ocultar provas.
Celular da vítima é peça-chave na investigação
Outro elemento considerado fundamental é o celular de Daiane, encontrado pela polícia. De acordo com a investigação, o aparelho foi utilizado pela corretora para enviar vídeos a uma amiga enquanto ela descia para o subsolo do prédio, pouco antes de desaparecer.
O conteúdo do celular deve ajudar a reconstituir os últimos momentos da vítima e esclarecer quem estava com ela naquele momento.
Porteiro é ouvido novamente após contradições
A Polícia Civil também conduziu coercitivamente o porteiro do condomínio para prestar novos esclarecimentos. Segundo o delegado, houve divergências nos depoimentos dos funcionários que trabalhavam nos turnos de entrada e saída no horário do desaparecimento de Dayane.
Essas contradições levantaram a necessidade de novos esclarecimentos para alinhar a linha do tempo dos fatos.
Perícia e motivação ainda são incógnitas
Equipes da polícia continuam no local onde o corpo foi encontrado para preservação da cena e busca de novos vestígios, incluindo a possibilidade de localizar objetos descartados, como o celular do próprio suspeito.
O corpo de Daiane será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames detalhados, incluindo perícia e teste de DNA, que devem confirmar oficialmente a identidade e ajudar a determinar a causa da morte.
Até o momento, a motivação do crime segue desconhecida, já que Cleber não confessou formalmente o assassinato nem explicou os motivos que teriam levado ao homicídio.
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