Indígenas de diversas etnias denunciaram à nossa redação a falta de atendimento da Caixa Econômica Federal no município de Santa Rosa do Purus, interior do Acre. Segundo os relatos, o fechamento temporário da única casa lotérica da cidade tem impedido o saque de aposentadorias, Bolsa Família e outros benefícios sociais, deixando dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade. Sem acesso ao dinheiro que garante a subsistência, muitos indígenas afirmam que não conseguem retornar para suas aldeias, permanecendo no município por mais de 20 dias, enfrentando dificuldades para se alimentar, se hospedar e manter condições mínimas de dignidade.
A ausência de uma alternativa de atendimento bancário tem agravado o problema, já que Santa Rosa do Purus é um município de difícil acesso/Foto: Reprodução
De acordo com os denunciantes, a ausência de uma alternativa de atendimento bancário tem agravado o problema, já que Santa Rosa do Purus é um município de difícil acesso, onde grande parte da população depende exclusivamente de serviços presenciais para movimentar benefícios sociais, já que a grande maioria depende do dinheiro em espécie para suas necessidades.
Além do impacto financeiro, a situação também gera consequências sociais e culturais, uma vez que a permanência prolongada fora das aldeias desorganiza a rotina das comunidades e expõe famílias inteiras a riscos, especialmente idosos, mulheres e crianças.
Diante do cenário, os indígenas cobram uma ação imediata da Caixa Econômica Federal, com o envio de servidores ao município e a reabertura da casa lotérica, garantindo o acesso regular aos benefícios. Eles também pedem a atuação de órgãos de defesa dos povos indígenas, como o Ministério Público Federal e a Funai, para que a situação seja acompanhada e solucionada.
O caso evidencia a fragilidade dos serviços bancários em regiões isoladas da Amazônia e reforça a necessidade de políticas públicas que assegurem o direito básico ao acesso a benefícios sociais, especialmente para populações tradicionais que dependem diretamente desses recursos para sobreviver.
