Ifac perde R$ 1,8 milhão com redução orçamentária aprovada para 2026

O Instituto Federal do Acre (Ifac), a diminuição prevista é de 7,16% em relação ao orçamento originalmente projetado

A definição do orçamento federal para 2026 trouxe um cenário de aperto financeiro para os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia em todo o país. Com a aprovação da peça orçamentária pelo Congresso Nacional, os repasses destinados a essas instituições sofreram redução, afetando diretamente o planejamento do próximo ano.

No caso do Instituto Federal do Acre (Ifac), a diminuição prevista é de 7,16% em relação ao orçamento originalmente projetado: Foto/Reprodução

O corte incide principalmente sobre os chamados recursos discricionários, utilizados para manter o funcionamento cotidiano das unidades, como despesas com vigilância, limpeza, energia elétrica, manutenção predial e contratos de serviços, além do financiamento de ações nas áreas de pesquisa, extensão e inovação.

No caso do Instituto Federal do Acre (Ifac), a diminuição prevista é de 7,16% em relação ao orçamento originalmente projetado. Conforme a administração da instituição, o impacto financeiro corresponde a aproximadamente R$ 1,8 milhão, valor equivalente a quase um mês inteiro de funcionamento. Para a Rede Federal como um todo, a perda estimada se aproxima de R$ 200 milhões. A gestão destaca ainda que a redução ocorre em um momento de aumento dos custos, impulsionado pela inflação e pelo reajuste de contratos essenciais.

Entre as áreas mais sensíveis ao novo cenário está a assistência estudantil. Os programas garantem auxílios fundamentais, como transporte, alimentação e moradia, beneficiando principalmente estudantes em situação de vulnerabilidade social, incluindo moradores da zona rural, comunidades indígenas e populações ribeirinhas. A restrição orçamentária também compromete a execução de projetos de pesquisa aplicada e iniciativas de extensão que atendem diretamente as comunidades acreanas.

A Reitoria do Ifac avalia com preocupação os efeitos do corte a médio e longo prazo. Para o reitor Fábio Storch de Oliveira, a redução dos recursos ultrapassa o aspecto contábil e atinge diretamente a função social da instituição.

“Quando o orçamento é reduzido, não estamos falando apenas de números, mas de estudantes que podem perder apoio, de projetos que deixam de ser executados e de oportunidades que deixam de chegar às comunidades. A nossa preocupação é garantir que, mesmo diante desse cenário, o Instituto continue cumprindo seu papel social”, declarou.

Diante desse contexto, a administração do Ifac reforça a necessidade de que a educação pública federal seja tratada como prioridade nas definições orçamentárias, a fim de evitar prejuízos à formação acadêmica e ao desenvolvimento social no estado do Acre.