Homem empurra sobrinha da esposa da escada e agride enteado; veja vídeo

Um grave caso de violência doméstica e maus-tratos envolvendo uma mulher grávida, duas crianças e um adolescente veio à tona em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. O principal suspeito é Bruno do Amaral Gomes, de 25 anos, operador de máquinas e marido de Vitória, que está grávida de quatro meses.

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Vitória, mãe solo, conheceu Bruno no ambiente de trabalho. O relacionamento evoluiu rapidamente: eles se apaixonaram, se casaram em menos de um ano e passaram a morar juntos. Segundo a mãe de Vitória, no início Bruno demonstrava ser carinhoso, educado e respeitoso. No entanto, cerca de dois meses atrás, o comportamento do homem mudou drasticamente.

De acordo com o relato da família, Bruno passou a demonstrar irritação constante com o enteado, de apenas 5 anos, reclamando de barulhos comuns da criança e acusando o menino de fazer bagunça. O primeiro episódio mais grave ocorreu quando o garoto chorava, momento em que Bruno afirmou que a criança “iria acabar com o casamento”. No mesmo dia, ele pediu desculpas.

Pouco antes do Ano-Novo, a violência teria se intensificado. Bruno agrediu fisicamente o menino, dando um tapa em sua mão. Após ser repreendido por Vitória, arremessou um controle remoto em direção ao quarto da criança. Em seguida, puxou o menino pelas pernas, tentou enforcá-lo e disse: “Sabe como se trata uma criança mal criada?.

Ainda segundo o relato, Bruno puxou o cabelo do garoto com força, deu um soco em sua costela e fez ameaças graves, afirmando: “Se a sua mãe perder o bebê, eu te mato”.

Temendo pela própria vida e pela dos filhos, Vitória fingiu passar mal para ir ao médico e, no local, conseguiu pedir ajuda, acionando a polícia.

Tentativa de separação e nova agressão

Após o episódio, Vitória deixou a casa e foi para a residência da mãe, decidindo se separar. Com receio da reação do agressor, retornou posteriormente ao imóvel para buscar seus pertences, acompanhada por cinco familiares. Mesmo assim, desceu sozinha para conversar com Bruno.

Durante o encontro, ele a trancou dentro da casa, diante do próprio filho de apenas dois anos, que ficou assustado. Familiares, preocupados, chamaram os pais de Vitória, que pularam o muro e tentaram intervir, dando início a uma discussão intensa. A polícia foi acionada novamente.

Em meio ao tumulto, Bruno subiu as escadas descontrolado e agrediu uma adolescente, que estaria gravando a situação. A jovem foi empurrada, caiu da escada, quebrou a clavícula em duas partes e sofreu ferimentos na cabeça.

Revolta da família e pedido de justiça

O caso foi registrado como lesão corporal, violência doméstica e maus-tratos. Para a indignação da família, Bruno foi liberado no dia seguinte, após passar por audiência de custódia.

Parentes de Vitória afirmam que o suspeito é afilhado de um policial civil aposentado, que esteve no local e, junto a outros familiares, teria defendido o agressor.

Vitória relatou medo de ser perseguida e solicitou medidas protetivas. A família pede justiça e a prisão do suspeito, destacando que, embora os hematomas do menino estejam desaparecendo, os traumas psicológicos causados às crianças e à adolescente podem ser permanentes.

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