Hamnet: a Vida Antes de Hamlet talvez seja um dos filmes mais sensíveis desta temporada de premiações e chega ao Globo de Ouro 2026 como forte candidato às seis categorias em que concorre. O longa estreia nos cinemas brasileiros no dia 15 de janeiro, mas já está em cartaz em salas selecionadas.
O filme é dirigido por Chloé Zao, um nome de peso dentro de Hollywood. A cineasta chinesa, que é a única mulher a concorrer na categoria de Melhor Diretor neste ano, fez história no Oscar de 2021 por ser a primeira mulher não branca a receber as estatuetas de direção e de Melhor Filme por Nomadland – e pode repetir o feito neste ano.

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Jessie Buckley em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Paul Mescal em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Paul Mescal e Jacobi Jupe em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Paul Mescal e Jessie Buckley em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Paul Mescal e Jessie Buckley em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
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Zao adapta o livro de mesmo nome, que retrata como o luto de William Shakespeare pela morte do filho, Hamnet, teria inspirado o famoso autor inglês a escrever uma das mais importantes peças do teatro ocidental: Hamlet.
A tarefa de viver o escritor fica por conta de Paul Mescal, em uma performance que traz muitas semelhanças a outro trabalho elogiado do ator – Aftersun. Na trama, o intérprete faz jus à genialidade de Shakespeare, que se faz presente até nas pequenas interações com a família. Esses momentos, porém, são poucos: a ausência do patriarca fica nítida logo no início do filme, deixando claro o conflito que existe na relação com a mulher, um dos pilares da narrativa.
Agnes Shakespeare, a esposa do dramaturgo, é interpretada pela elogiada Jessie Buckley, favorita a receber o prêmio de Melhor Atriz em Filme de Drama, como fez no Critics’ Choice Awards há alguns dias. A sutileza da atuação de Buckley e a forma como Agnes se porta em relação à fama do marido humanizam a dupla e trazem universalidade e contemporanidade à história contada na era Elisabetana (século 17).
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Personagem central da trama, é a partir da visão dela e da atuação brilhante da atriz que acompanhamos os altos e baixos do casal, desde o momento em que se apaixonam até o momento de maior tragédia, a morte de Hamnet.
A perda coloca ambos no estado de maior desespero, quando Shakespeare (Paul Mescal) inclusive chega a cogitar encerrar a própria vida. A veia artística do ator, porém, o ressucita com um propósito nítido: trazer de “volta” o filho perdido do casal através da arte.
Dessa forma, é fácil se identificar com os dramas conjugais do casal e com o luto pelo qual eles passam, tornando ainda mais impressionante e potente a forma como Shakespeare usa esses sentimentos de combustível para escrever o que para muitos é a obra mais importante do teatro inglês.
Metrópoles no Globo de Ouro
Neste domingo (11/1), a equipe do Metrópoles comenta todos os destaques da cerimônia do Globo de Ouro. A live começa às 21h30 e terá avaliação dos looks que desfilarem pelo tapete vermelho, comentários sobre os concorrentes das principais categorias, revelação dos vencedores e, claro, tudo o que você precisa saber sobre O Agente Secreto.
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