Um funcionário de uma ONG que presta serviços ao governo do estado do Rio de Janeiro foi morto e torturado por milicianos que controlam a região de Rio das Pedras, na Zona Oeste da capital fluminense. Segundo a polícia, após o assassinato, o corpo da vítima foi exibido pelas ruas da comunidade. O homem foi identificado como Jonathan Batista, de 33 anos.
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Jonathan trabalhava havia cerca de três anos em uma ONG responsável por executar um projeto estadual voltado para pessoas com deficiência, o programa 60+ Reabilita.
Conhecido e querido na comunidade, ele também prestava serviços para a Associação de Moradores de Rio das Pedras, o que ampliou as linhas de investigação sobre a motivação do crime.
Linhas de investigação
De acordo com a Delegacia de Homicídios, uma das hipóteses é que Jonathan tenha sido morto após milicianos desconfiarem que ele seria usuário de drogas e manteria contato com o tráfico.
Outra linha de investigação aponta que o assassinato pode ter sido uma forma de atingir ou intimidar a Associação de Moradores, onde a vítima também atuava.
A irmã de Jonathan afirmou que o corpo apresentava sinais claros de tortura.
“Meu irmão sofreu muito, meu irmão estava amarrado”, relatou.
Suspeitos e controle da milícia na região
Segundo testemunhas ouvidas pela polícia, quatro homens teriam participado da execução. Entre os suspeitos estaria Kauã de Oliveira Teles, apontado como um dos chefes da milícia local.
Ele teria assumido parte do controle da organização criminosa após a prisão do irmão, Gerlan Anacleto de Oliveira, em 2023. Ainda segundo a polícia, a região também é dominada por Taillon Barbosa, que atualmente está preso.
Investigações em andamento
Equipes da Delegacia de Homicídios estiveram em Rio das Pedras nesta quarta-feira (14) para coletar informações e avançar nas investigações. Até o momento, ninguém foi preso pelo crime.
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