A morte de Alex Nunes Pinheiro do Carmo, de 37 anos, ocorrida nas imediações da Neo Química Arena, Arena do Corinthians, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, na tarde do último domingo (25), revelou uma trajetória de vida marcada por superações e dificuldades.
Conhecido entre os torcedores do Santos como Acarajé, o homem foi vítima de um atropelamento por um caminhão da Tropa de Choque da Polícia Militar durante a partida entre o clube santista e o Bragantino.
- Saiba a ligação do homem morto pela polícia na Arena Corinthians com o futebol
Acidente na Arena Corinthians que vitimou o torcedor santista Acarajé – Imagens/Reprodução: Redes Sociais
A irmã da vítima, Luciana Calixto Nunes, relatou que Alex era uma Pessoa com Deficiência (PCD) e enfrentava o cotidiano das ruas há anos, mantendo o vínculo com a sociedade quase exclusivamente por meio de sua paixão pelo futebol.
Trajetória marcada por perdas e limitações físicas
Antes de adotar as ruas como moradia, Alex trabalhou no setor de construção civil e teve passagens pelo futebol de várzea.
Sua mudança de vida ocorreu após o desaparecimento da mãe, em 2014, evento que gerou um profundo impacto emocional e sentimento de culpa no torcedor. Em 2018, um acidente grave no Teatro Castro Mendes, em Campinas, quase o deixou paraplégico, mas ele conseguiu recuperar parte dos movimentos, passando a utilizar muletas para se locomover.
Mesmo com as limitações físicas e recebendo aposentadoria, ele optou por permanecer próximo aos estádios, especialmente nos arredores da Vila Belmiro, onde era acolhido por funcionários e integrantes de torcidas organizadas.
Família busca esclarecimentos
O episódio fatal ocorreu quando o veículo da Tropa de Choque realizava manobras de rotina no estacionamento do estádio. Segundo informações das autoridades, a altura da viatura teria criado um ponto cego, impedindo que o motorista visualizasse Alex, que estava a poucos metros da parte frontal do caminhão.
Assista o vídeo do atropelamento na Arena Corinthians:
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor. Agora, os familiares buscam acesso às imagens das câmeras de monitoramento para entender a situação exata dos fatos, alegando falta de suporte institucional após a perda do ente querido.
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