O homem preso por matar a companheira a facadas na frente do próprio filho no dia 29 de dezembro, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, teria escrito uma carta na véspera do crime. No texto, ele fala sobre o relacionamento do casal, menciona conflitos recorrentes e afirma que a relação “precisava acontecer”.
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Crime ocorreu durante discussão
O crime aconteceu na madrugada de segunda-feira (29), na residência onde a família morava, no Parque Ribeirão, zona oeste da cidade. A vítima, Daniela Messias Trindade Ferreira (42), discutia com o marido, o pintor Carlos Henrique Fermino Lopes (37), quando foi atacada com golpes de faca. O filho do casal estava no imóvel no momento do assassinato.

Trechos da carta
Em um dos trechos do bilhete, o suspeito faz referência ao passado do casal e tenta justificar a relação.
“Não foi um erro, nosso relacionamento era algo que precisava acontecer”, escreveu.
Em outro momento, o texto menciona desentendimentos e agressões verbais.
“Amava lhe ajudar até mesmo embaixo (sic) de gritos e xingos kkkk”, diz um trecho. Em seguida, ele afirma: “Sentimento que fica é de gratidão e se Deus permitir, novamente poder cuidar de você para o fim da vida”.
O homem ainda escreveu: “Seu olhar jamais vou esquecer desde o dia que lhe conheci”. A carta está datada de 28 de dezembro, um dia antes do crime.
Foto: Felipe Silva/Portal SP Online
Prisão e investigação
O socorro médico chegou a ser acionado, mas Daniela já estava morta quando a equipe chegou ao local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e liberado para velório e sepultamento.
Após o ataque, Carlos Henrique tentou fugir, mas foi encontrado pela Polícia Militar escondido em uma árvore no quintal do imóvel. Ele foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde prestou depoimento. A faca usada no crime foi apreendida.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e deve responder por feminicídio. O Conselho Tutelar foi acionado, mas, até a última atualização, não havia informações oficiais sobre as medidas de acolhimento do filho do casal.
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